Perícia descarta que pilotos de avião de Marília Mendonça tiveram mal súbito em voo

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*ARQUIVO* SÃO PAULO - SP - BRASIL, 24-11-2017, 00h00: MARILIA MENDONÇA.  A cantora de música sertaneja Marília Mendonça durane show na cidade de Bauru.  (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO - SP - BRASIL, 24-11-2017, 00h00: MARILIA MENDONÇA. A cantora de música sertaneja Marília Mendonça durane show na cidade de Bauru. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O piloto e o copiloto que conduziam o voo da cantora Marília Mendonça até Caratinga (MG) não apresentaram problemas de saúde no dia do acidente, concluíram exames periciais divulgados nesta quinta-feira (25) pelo delegado Ivan Lopes Sales, delegado regional de Polícia Civil da cidade mineira. A aeronave caiu em Piedade de Caratinga (MG) no último dia 5 de novembro, próximo a um aeródromo local, tirando a vida da cantora, do piloto, Geraldo Martins de Medeiros, do copiloto Tarciso Pessoa Viana, do produtor Henrique Bahia, e do tio e assessor da sertaneja, Abiceli Silveira Dias Filho.

Visando descartar hipóteses de problemas externos à aeronave, os primeiros laudos concluídos pela investigação apuraram se a tripulação foi alvejada por arma de fogo ou se piloto e copiloto poderiam ter sofrido um mal súbito, linhas agora descartadas. O laudo aponta que as cinco vítimas não morreram durante a queda, mas com o impacto no chão, sofrendo politraumatismo.

O delegado destacou que a conclusão sobre as causas da queda da aeronave ainda depende dos laudos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que ainda não tem prazo para conclusão. Uma das linhas que estão sendo investigadas é se o veículo sofreu impactos ao atingir um cabo de distribuição de energia próximo ao local do pouso, conforme informado pela Cemig (Companhia Elétrica de Minas Gerais) —um cabo chegou a ser encontrado enrolado em uma das hélices.

A investigação trabalha com a informação de que a torre em questão estava fora da área de proteção do Aeródromo de Caratinga, mas não confirma se o cabo era mesmo o da linha de transmissão e afirma que uma investigação está sendo conduzida pelo CREA-MG para averiguar a questão.

Além dos exames preliminares nas vítimas, a Polícia Civil também colheu depoimentos de alguns dos envolvidos no caso, como o dono da empresa à qual a aeronave pertencia e um outro piloto, que chegou a falar com o comandante do voo, Geraldo Martins de Medeiros Júnior, enquanto ele já realizava os procedimentos de pouso.

"Esse piloto e o que se acidentou conversaram no rádio. E em momento algum ele reportou algum problema na aeronave, ele (Geraldo) reportou que ele tinha ciência do que estava fazendo, mas o que chama a atenção é que ele já estava na 'perna do vento da 02', o que quer dizer ele já estava em procedimento de pouso. Quando ele fala isso, pela oitiva desse piloto, a estimativa é que o piloto que se acidentou estava a 1 minuto, 1 minuto e meio do pouso", detalhou o delegado em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira.

Lopes ainda explicou que, considerando a curta distância entre o avião e a pista, a aeronave "não teria sofrido nenhum problema", apesar de a investigação ainda considerar a hipótese de uma pane nos motores.

"Há uma segunda linha de que pode ter sido algum problema com os motores que causou essa altitude baixa da aeronave, provocando a colisão, mas aí a gente aguarda os laudos do Seripa 03 [órgão do Cenipa], para ver, com a conclusão, se vai ser possível afirmar que esses motores não apresentaram nenhum tipo de defeito", explicou.

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