Pela primeira vez na história, mais mulheres estão estudando ciências

O número de mulheres aplicando para provas avançadas de ciências passou dos 50%

Historicamente, o acesso das mulheres ao ensino de áreas como ciência e tecnologia sempre foi menor em relação aos homens. Mas, pela primeira vez, a situação inverteu: no Reino Unido, o número de mulheres buscando essas áreas de estudo nas universidades locais passou dos 50%.

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De acordo com o jornal britânico ‘The Guardian’, o aumento da participação feminina nas provas de aplicação universitária de nível avançado é o resultado de esforços de muitas décadas para diminuir o estereótipo de gênero nas áreas de ciências, matemática e tecnologia.

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No ranking geral, a participação dos alunos, tanto homens quanto mulheres, nas provas de níveis mais altos, chamadas de A-Levels, cresceu para 21%, ante os 19,2% do ano anterior.

"Como uma mãe orgulhosa de duas meninas que são cientistas, eu acho incrível ver esse aumento de mulheres escolhendo a área avançada de ciências", disse Jill Duffy, parte da mesa avaliadora da OCR, que engloba as universidades de Oxford, Cambridge e Royal Society of Arts.

Biologia foi o tema de preferência das estudantes, com 63% de participação feminina na prova específica. Em proporção, também tiveram mais mulheres nas provas de química, mas a física ainda é dominada pelos homens, com 77% de participação masculina na avaliação.

Apesar da boa notícia, os especialistas explicam que a matemática e a tecnologia ainda estão muito atrás em termos de diversidade, e que mais precisa ser feito para aumentar a participação e inclusão de mulheres nessas áreas de estudo.

"Nós continuamos muito preocupados que mesmo em 2019 ainda existam tantas maneiras de desviar as meninas de estudarem ciências técnicas", explica Charles Tracy, chefe da área de educação do Instituto de Física britânico.