Pedro Alex, filho do vocalista do Natiruts, lança álbum além do 'good vibes'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pedro Alex já tocava instrumentos musicais antes mesmo de aprender a ler e escrever. Era natural, já que esteve sempre cercado pela música, frequentando os bastidores do Natiruts, banda de reggae brasiliense fundada pelo seu pai, Alexandre Carlo, 46. Hoje, aos 22, Alex é cantor, compositor e multi-instrumentista.

Apesar do exemplo dentro de casa, muito do que o cantor aprendeu na música foi sozinho e veio da sua curiosidade acompanhando o pai nos estúdios. Aprendeu piano, bateria, guitarra e violão. "Tive a oportunidade de ter acesso a instrumentos, a uma pessoa [o pai] que tem o conhecimento para passar e isso foi muito importante."

Mas as músicas do cantor vão muito além da "good vibes" do reggae cantado pelo pai. Seu álbum de estreia, "Vibrações", que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (9), é o resultado de muitas influências musicais, como black music, afrobeat, R&B, soul e funk.

"Eu tenho muitas influências, desde o reggae, que é uma consequência, querendo ou não, do meu pai. Aqui em casa, a gente sempre ouviu muito todo tipo de música. A minha mãe gosta de rock, eu escutei muito rock na minha vida".

As canções foram gravadas no estúdio Zeroneutro, montado por Alexandre Carlo em sua casa, em Brasília. Alex conta que gravou os instrumentos separadamente e depois os uniu às músicas, que têm base eletrônica.

A pandemia de Covid permitiu ao cantor se dar ao luxo de ter o pai no back vocal de "Preta", que abre o álbum e foi composta quando tinha 14 anos. Segundo ele, o CD reúne faixas de vários momentos da sua vida. "Ele [pai] é a referência que eu tenho. E também a convivência acabou trazendo isso."

SINGLES Metade das oito músicas do primeiro álbum do artista foi lançada no formato de single desde o ano passado. No dia 25 de junho, Pedro Alex lançou "Velas Acesas" e um clipe duplo em formato curta-metragem da música com "Neoul". O nome tem como referência o neo soul, que tem alguns toques de bossa nova em sua harmonia e ritmo.

O clipe mostra a história de um casal, interpretado por Pedro Alex e Kamila Souto, se conhecendo e ganhando intimidade. Eles aparecem tomando sol, bebendo vinho ou café. O cenário de fundo é a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, com suas cachoeiras e toda natureza ao redor.

Em 2020, o cantor brasiliense lançou "Vem Ficar", um afrobeat moderno com timbres eletrônicos, produzido com o ex-participante do The Voice Kevin Ndjana, além de Iuri Rio Branco. O clipe da música foi gravado nas quatro principais cidades da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, para mostrar as várias nuances do cerrado.

"Eu gosto de trazer o cerrado como essa forma de mostrar o meu estilo de vida aqui de Brasília: a gente está em contato 100% com o cerrado. A cidade é muito arborizada, tem essa característica. Eu quis trazer essa raiz neste trabalho, na identidade visual desse álbum."

PRODUÇÃO NA PANDEMIA

"Vibrações", faixa que dá título ao álbum, resume muito bem o trabalho que começou ser produzido em junho de 2019, passou por vários processos e até mesmo por uma pandemia até ser lançado. O artista afirma que o disco exigiu muito, mas está feliz com o resultado. "'Vibrações' diz muito sobre o que você emana e o que acredita."

Pedro Alex lamenta lançar seu primeiro trabalho sem poder fazer shows para mostrar sua afinidade com os instrumentos e sentir a energia do público. "Eu acho muito triste não poder fazer shows, receber o carinho presencial das pessoas e aquela energia dos espetáculos."

Antes de lançar seu primeiro trabalho, o artista compôs quatro músicas para o CD "Índigo Cristal" (2017), do Natiruts, em parceria com o pai. As canções são "Na Positiva", "Sol do Meu Amanhecer"," Índigo Cristal" e "Eu Quero Demais", com feat do cantor Ed Motta. "Quando rolou essa participação do Ed Motta foi muito importante e gratificante para mim. Ele é um artista que me influenciou e me inspira muito", conta o cantor.

Habituado ao ambiente de estúdio, Alex também gosta de produzir novos artistas, como a cantora brasiliense Bell Lins, que participou do The Voice Kids, em 2015. Ele diz que na sua trajetória os produtores foram muito importantes para conseguir expressar o que queria por meio das suas músicas.

"O [produtor] Iuri Rio Branco foi uma pessoa muito importante na minha carreira porque ele chegou com a experiência de ter produzido diversos nomes. Eu peguei muitas dicas, muitos caminhos com ele. O produtor na carreira de um artista é peça-chave para o sucesso. Quero passar para frente os conhecimentos, somar com outros artistas."

Paralelamente à música, Pedro Alex lançou em março deste ano a marca de streetwear Monkey Star, em parceria com o amigo e designer Bernardo Vieira. O nome surgiu como uma forma de ressignificar o termo macaco, usado pejorativamente contra pessoas pretas. A ideia é trazer a nova perspectiva em que o macaco é a estrela.

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