Pazuello confirma termo de responsabilidade para vacina e explica como funcionará

Anita Efraim
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Brazilian Health Minister Eduardo Pazuello delivers a speech during a ceremony to launch the Genomas Project at Planalto Palace in Brasilia on October 14, 2020. - The Genomas Project aims at making a population study to identify rare diseases by sequencing the DNA of 100,000 Brazilians. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou que haverá um termo de responsabilidade, que deverá ser assinado pelos brasileiros que tomarem a vacina contra o coronavírus. O documento será utilizado em casos de imunizações que consigam a autorização para o uso emergencial no Brasil.

“Eu posso adiantar que tem dois tipos de possibilidades de nós termos vacina em termos de aprovação. A aprovação normal é o registro da vacina. E, se for uma vacina fabricada no Brasil, ela segue para a Anvisa e a Anvisa vai avaliar a documentação e a produção e vai conceder ou não esse registro, essa é a normalidade”, disse. “Dentro dessa normalidade, onde é verificada essa eficácia e segurança, não há necessidade de termo de responsabilização.”

Pazuello ainda afirmou que o uso emergencial não faz parte da campanha de vacinação, está limitada a grupos específicos. Por isso, o termo seria necessário na avaliação do ministério da Saúde.

“Estamos diante de outro modelo, que é a autorização de uso emergencial, que permite que o laboratório disponibiliza a vacina para grupos específicos mesmo sem a conclusão dos testes clínicos, sem a avaliação dos efeitos colaterais definitivos, sem a avaliação da eficácia completa, é durante a fase de desenvolvimento”, afirmou.

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“No mundo, não há registro de vacina em nenhuma agência reguladora. O que nós vimos na Inglaterra e nos Estados Unidos, pela Pfizer, é autorização de uso emergencial”, exemplificou. Segundo Pazuello, os britânicos também assinam esse tipo de termo.

O documento foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última terça-feira, 15, ao falar com apoiadores. Bolsonaro também afirmou que não tomará a vacina contra o coronavírus.