Paulo Miklos lança álbum e critica Bolsonaro: 'Abriu o esgoto na política'

*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 07.03.2020 - Paulo Miklos (músico). Estreia de
*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 07.03.2020 - Paulo Miklos (músico). Estreia de

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Paulo Miklos, 63, escolheu o amor para reverenciar da primeira à última faixa do seu novo álbum "Do Amor Não Vai Sobrar Ninguém", já disponível nas plataformas digitais. O tema está lá, nas 12 canções autorais, todas feitas durante a pandemia, junto com outros, como liberdade, relacionamento e do desejo de superar o momento difícil pelo qual o mundo passava.

Miklos tinha pouco mais de três meses de casado com a produtora Renata Galvão quando tiveram que ficar em quarentena e, ao contrário do que aconteceu com muitos casais que se separaram, isso foi uma extensão da lua de mel. Mas ficar em casa sem fazer shows trouxe muitas incertezas para o músico, que começou a compor para escapar do "sufoco" do confinamento.

"Quando comecei a compor as músicas foi como descobrir uma razão de estar vivo, abrir uma janela para outro lugar. Quando eu me dei conta o resultado do disco é muito leve, ele é muito solar, uma coisa para cima", diz Miklos, que gravou o álbum à distância com o produtor e sua banda.

Com o avanço da vacina, o cantor estava ansioso para cantar ao vivo, o que finalmente aconteceu no final de maio. "Eu fiz um final de semana de shows de violão e voz no Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo. Foi ótimo, dois dias de ingressos esgotados e um reencontro emocionante com o público", diz o artista, que já prepara mais uma apresentação, agora 24 de junho no Sesc Pinheiros, também na capital paulista.

Ao mesmo tempo que retoma a temporada de shows, o artista tem vários filmes e séries —represados na pandemia— que serão lançados este ano. Já na próxima semana, no dia 9, chega aos cinemas a comédia "Jesus Kid", do diretor Aly Muritiba, em que ele protagoniza um escritor de faroeste decadente ao lado do ator Sérgio Marone.

Também está no elenco da segunda temporada da série "Manhãs de Setembro" (Amazon), que ainda não teve data de estreia divulgada. Outros filmes com ele no elenco que devem ganhar As salas de cinema neste ano são "O Homem Cordial", de Iberê Carvalho, que garantiu a ele um Kikito no Festival de Gramado de 2019, e "Clube dos Anos", de Angelo Defanti. Em 2023, está previsto o lançamento do longa "Estômago 2", de Marcos Jorge.

Em meio à correria da divulgação do novo álbum, filmes e shows, Miklos ainda arrumou tempo na agenda para gravar sua participação no jingle "Lula Lá", do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Esse jingle tem uma memória afetiva grande, uma história e foi emocionante gravar", diz o cantor, que esteve no estúdio no mesmo dia que a cantora Maria Rita.

O artista garante ser um dos muitos brasileiros que está contando os dias para o fim o mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação de Miklos, o atual governo é péssimo e tem uma mentalidade de colocar o dinheiro na frente do ser humano, ideia que ele considera deplorável.

"O material humano [desse governo] é da pior espécie, abriu o esgoto da política nacional com o que há de pior, uma corrupção desregrada e muita falta de transparência. Fora que abriu a tampa do autoritarismo perigosamente", critica.

Miklos afirmou que a única chance de mudança para o país é votar em peso contra Bolsonaro, inclusive, para proteger a democracia. Mas ele alerta que é preciso ficar atento a possíveis jogos sujos na política e tentativas de golpe.

"A gente viu o [Donald] Trump tentar dar um golpe na maior democracia do mundo mandando as pessoas invadirem o capitólio. Eu acho que esse que está aqui, nosso fantoche, segue essa mesma receita. A gente tem que ficar muito atento."

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