Paulo Guedes na reunião ministerial: “China é aquele cara que você tem que aguentar”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala das exportações para a China e sobre venda do Banco do Brasil em vídeo de reunião ministerial (Foto: Agência Brasil)

Embora o Supremo Tribunal Federal tenha decidido excluir trechos referentes a outros países do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, a China é citada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele abordou a questão das exportações brasileiras para o país durante a pandemia e ressaltou a necessidade de manter boas relações com o parceiro comercial apesar das diferenças “ideológicas”.

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“As exportações tão seguindo. A China é aquele cara que cê sabe que cê tem que aguentar, porque pra vocês terem uma ideia, pra cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China”, afirmou o ministro.

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A declaração parece um recado aos ministros da Educação, Abraham Weintraub, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que postaram nas redes sociais comentários racistas contra o país asiático relacionados ao coronavírus.

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“Cê sabe que geopoliticamente cê tá do lado de cá. Agora, cê sabe o seguinte, não deixa jogar fora aquilo ali não porque aquilo ali é comida nossa. Nós tamo exportando pra aqueles cara”.

Em outro momento, afirmou que “a China é aquele cara que você tem que aguentar, porque processo terem uma ideia, para cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três para a China (sic)”.

Pró-Brasil

Durante a reunião, o ministro da Economia também pediu que o programa Pró-Brasil não deveria ser chamado de Plano Marshall. “Pró-Brasil é um nome espetacular. Nota dez, mil. Plano Marshall é um desastre. Revela um despreparo nosso”, disse.

Guedes ainda criticou "ministros querendo aparecer” com o lançamento do plano, que foi idealizado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Banco do Brasil

Além disso, o ministro da Economia defendeu, durante o encontro ministerial, a privatização do Banco do Brasil.

“Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então, se for apertar o Rubem [Novaes, presidente do Banco do Brasil], coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar: ‘bota o juro baixo’, ele: ’não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários me apertam’. Aí se falar assim: ‘bota o juro alto’, ele: ’não posso, porque senão o governo me aperta’. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização”.

Ele complementou: “É um caso pronto e a gente não está dando esse passo. O senhor já notou que o BNDES e a Caixa, que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. O Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então, tem que vender essa porra logo”.

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