Paulo Guedes elogia vacinação como política de 'maior impacto'

Redação Finanças
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Paulo Guedes discursando mascarado
(Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a exaltar a importância da vacinação, segundo ele, a imunização precisa ser "o mais urgente possível". O ministro avalia que esta é a política mais barata e de maior impacto.

Com o aumento de casos e a sequencia de recordes de mortes, Guedes tem se alinhado com o discurso a favor da vacina. Ele chegou a dizer, no começo de março, que "a coisa mais importante que temos que fazer agora é a vacinação em massa".

No ano passado, Guedes disse que o coronavírus custaria somente R$ 5 bilhões ao Brasil, entretanto, já foram gastos mais de R$ 528 bilhões. Ainda segundo ele, a segunda onda da Covid-19 veio justamente quando "as coisas estavam começando a melhorar" no Brasil e a economia se recuperando em 'V'. As declarações do ministro foram em conversa com empresários neste domingo, 21.

"Existe uma disputa feroz de política no Brasil. Vocês [empresários] sabem e são parte disso... Na pandemia, deveríamos estar um pouco menos armados, desarmados, próximos um do outro", disse ele, em live, na noite deste domingo.

Guedes disse que a pandemia atropelou a estratégia da equipe econômica. "Agora, temos de voltar às reformas, onde estávamos antes da pandemia", disse. Ele afirmou também que o governo não vai entregar a indústria brasileira no meio de uma crise. "Somos liberais, mas não somos trouxas", disse.

Guedes participou neste domingo de live do Parlatório, organização sem fins lucrativos. Participam do encontro virtual o ex-secretário Nacional de Segurança Pública e ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, General Santos Cruz.

Além do médico Raul Cutait, a jurista Ellen Gracie, os empresários Abilio Diniz, Luiza Trajano, Jorge Gerdau, Flavio Rocha, o ex-ministro da Fazenda e atual diretor do Banco Safra, Joaquim Levy, e do ex-ministro Luiz Furlan.

Guedes e a vacinação

Na última semana, Guedes atacou ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Segundo ele, o atraso na vacinação é culpa de Mandetta. “No primeiro dia, [Luiz Henrique] Mandetta saiu com R$ 5 bilhões no bolso. É desde aquela época que deveríamos estar comprando vacina, não é mesmo? O dinheiro estava lá”, disse.

“Era possível ter sido mais rápido? Sim. Era possível que a mídia fosse mais construtiva? Era possível que os governadores ajudassem também? O dinheiro foi para os estados. Então, por que os leitos foram desativados? Pois todos nós achávamos que a pandemia estava indo embora", completou.

Mandetta rebate dizendo que que parte da verba foi empregada na compra de equipamentos de proteção individual. Ainda segundo ele, não seria possível negociar vacinas durante sua passagem pela pasta, já que as vacinas não tinham sido testadas em humanos.