Paulo Borrachinha segue confiante por disputa de cinturão apesar de anúncio do UFC

Paulo Borrachinha nocauteou quatro dos cinco rivais UFC (Buda Mendes/Zuffa LLC/Getty Images)

O UFC bateu o martelo no duelo Israel Adesanya x Yoel Romero pelo cinturão dos médios (84kg) para o dia 7 de março em Las Vegas, mas o mineiro Paulo Borrachinha ainda confia que mudará a cabeça do presidente Dana White quanto à realização da disputa.

Na noite de quinta-feira (16), uma hora antes de White afirmar à ESPN que Adesanya x Romero seria a luta principal do UFC 248, Borrachinha disse ao blog que sua recuperação pós-cirúrgica no bíceps estava indo mais rápida que o previsto, por isso o UFC ainda não havia tomado uma decisão sobre o futuro da divisão.

Mesmo após o cartola oficializar o combate momentos depois, Borrachinha acredita que tem chances de reverter o cenário.

Pesa a favor de Borrachinha o fato de ele ter derrotado Romero em agosto de 2019. O cubano, aliás, venceu em apenas uma de suas últimas três aparições no octógono, mas ganhou “sobrevida” após Adesanya declarar que não gostaria de esperar muito tempo por Borrachinha.

No fim das contas, a organização norte-americana precisava de um campeão mais popular para liderar o card do UFC 248, card que já contava com Weili Zhang x Joanna Jedrzejczyk, mas Borrachinha não estaria recuperado a tempo de competir nesta data. A previsão dos médicos é que o mineiro só esteja apto a entrar na jaula de oito lados no fim de abril.

Incomodado com a possibilidade de ser passado para trás, Borrachinha disse, antes do anúncio de White, que casar Adesanya x Romero significaria pôr em risco uma das maiores rivalidades da atualidade no MMA. Para o brasileiro, o campeão “tem chances de perder” caso enfrente Romero.

“Pode ganhar, mas pode perder”, disse Borrachinha. “E, se perder, ele vai voltar a ser o ‘Zé Ninguém’. Não vai mais ser invicto, não vai mais ser campeão, e vai perder a chance de fazer milhões em uma luta comigo. Simples… Coitado, o Adesanya não entende nada de negócios, venda de pay-per-view, de dinheiro. Não entende nada. Ele não faz ideia de quanto essa luta comigo vai ser muito maior que contra qualquer outro, ainda mais o Romero”.

Pode demorar mais que o previsto, mas Borrachinha “não sem dúvida” que sua próxima luta será pelo cinturão dos médios do Ultimate, mas defende que o UFC deveria cancelar os planos de Adesanya x Romero e promover um tour mundial, como feito em 2015 para promover José Aldo x Conor McGregor. Na ocasião, os atletas visitaram 10 cidades em cinco países ao longo de 12 dias para promover a disputa.

“Nós dois não nos gostamos mesmo, é pessoal. Eu odeio ele de verdade, então seria realmente um negócio diferenciado. Esquece o Romero”, disse Borrachinha. “Ia ter tanto clamor por essa luta, tanta gente torcendo, que seria, sem dúvida, uma das maiores lutas da historia do UFC. Eu odeio o Adesanya. Mesmo se ele não for campeão um dia eu gostaria de lutar com ele só para machucá-lo”.

Parece inevitável que Borrachinha e Adesanya se enfrentem um dia, resta saber quando — e se por um cinturão, caso o nigeriano vença Romero no dia 7 de março. E, quando acontecer, o brasileiro já sabe o desfecho.

“Eu acho que vai ser mais fácil que contra o Uriah Hall”, disse Borrachinha. “Terminaria por nocaute. Eu ia trucidar ele. Ele não tem condições de suportar a pressão que vou botar em cima dele”.