Caetano Veloso e Paulinho da Viola ganham Grammy Latino em festa dedicada a Marília Mendonça

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O cantor e compositor Paulinho da Viola, 22 de novembro de 2016 no Rio de Janeiro (AFP/YASUYOSHI CHIBA)
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O hit cubano "Patria y Vida", os brasileiros Caetano Veloso e Tom Veloso e o panamenho Rubén Blades levaram os principais prêmios da 22ª edição dos Grammy Latino voltaram a acontecer de forma presencial, em Las Vegas, na quinta-feira (19).

"Patria y Vida", hino dos protestos que sacudiram Cuba em julho, levou o prêmio de melhor Canção do Ano. "Este é o primeiro Grammy que o povo de Cuba ganha", disse Alexander Delgado, da dupla Gente de Zona.

Mais cedo, Caetano Veloso e seu filho Tom conquistaram o gramofone de Gravação do Ano, com "Talvez". Os brasileiros não compareceram à festa para receber o prêmio.

Com "Salswing!", o panamenho Rubén Blades e Roberto Delgado & Orquestra venceram na categoria de Álbum do Ano, superando Pablo Alborán, Paula Arenas, Bad Bunny, Camilo, Nana Caymmi, Juan Luis Guerra, Juanes, Natalia Lafourcade e C Tangana.

Blades, que na quarta-feira foi homenageado pela Academia Latina da Gravação como Pessoa do Ano, aceitou o prêmio "em nome de todos os que foram indicados, porque, na realidade, aqui todo o mundo ganha".

A jovem colombiana Juliana Velásquez ganhou o gramofone de Melhor Nova Artista, impondo-se na categoria de figuras como o argentino Bizarrap e a brasileira Giulia Be.

O cantor e compositor Paulinho da Viola venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba/Pagode durante a estreia em português da premiação, dedicada à cantora Marília Mendonça, que faleceu em um acidente de avião em 5 de novembro.

Com "Sempre se pode sonhar", Paulinho da Viola, de 79 anos, conquistou o segundo gramofone de sua carreira na cerimônia especial para a língua portuguesa do prêmio Grammy Latino, que voltou a seu formato presencial em Las Vegas, após uma pausa em 2020 devido à pandemia.

O diretor-executivo da Academia Latina da Gravação, Manuel Abud, abriu a cerimônia especial com um monólogo em português.

"Nossa solidariedade à comunidade brasileira pela trágica perda de Marília Mendonça", declarou Abud, homenageando a chamada "Rainha da Sofrência" do Sertanejo.

"Proponho a todos dedicar esta cerimônia à memória de Marília e a seu legado musical", completou.

A cantora, falecida aos 26 anos, teve carreira meteórica e venceu um Grammy Latino em 2019.

"Uma salva de palmas para nossa Marília Mendonça", disse a atriz Carolina Dieckmann, apresentadora da cerimônia, que contou com a apresentação do cantor Nando Reis, entre outros artistas.

Marília Mendonça era indicada ao lado da dupla Maiara & Maraísa na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja, um prêmio que ficou com Chitãozinho e Xororó pelo "Tempo de Romance".

Outros vencedores da tarde foram a dupla Anavitória, que ganhou o Melhor Álbum Pop Contemporâneo de Língua Portuguesa com "Cor"; Zeca Baleiro, premiado pelo Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com "Canções d'além mar"; e Ivete Sangalo, que com "Arraiá da Veveta" ganhou o prêmio de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa.

Manuel Abud destacou a importância da música em português e sublinhou que "em três das quatro categorias principais temos artistas brasileiros".

pr/ag/am

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