Paul McCartney diz só lançar músicas quando tem certeza de que John Lennon as aprovaria

·2 minuto de leitura
**ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 15.10.2017: PAUL-MCCARTNEY - O cantor britânico Paul McCartney se apresenta no Allianz Parque na zona oeste de São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1710152205570888
**ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 15.10.2017: PAUL-MCCARTNEY - O cantor britânico Paul McCartney se apresenta no Allianz Parque na zona oeste de São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1710152205570888

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O cantor Paul McCartney, 78, revela sentir muita saudade do ex-companheiro de Beatles e amigo John Lennon, morto em 1980. De acordo com ele, antes de lançar qualquer música, é em Lennon que ele pensa.

"Nós nos ajudamos por muito tempo. Penso: 'Certo, o que ele acharia disto? O que ele diria agora?'. Nós dois concordaríamos que essa nova música de que estou falando não vai chegar a lugar nenhum", disse ele à revista Uncut. Paul está para lançar o álbum "Paul McCartney 3".

Ele lembra dos momentos em que teve dúvidas com relação ao que fazer e resolvia, junto com Lennon, dar uma pausa e tomar uma xícara de chá bem ao estilo britânico de ser.

No novo disco, após ter dificuldade com uma das canções, resolveu pegar a ajuda espiritual de Lennon e resolver da maneira como o amigo resolveria.

"Em vez de ficar sentado pensando, deveríamos destruí-la e refazê-la. Comecei esse processo ontem no estúdio. Tirei os vocais e decidi refazê-los", comentou.

Paul lançará um álbum solo ainda em 2020 após ter 'ressuscitado' e retrabalhado músicas inacabadas durante o confinamento pelo coronavírus.

O álbum do ex-Beatle deverá aparecer em 11 de dezembro após vários meses de trabalho em seu estúdio caseiro em Sussex, no sul da Inglaterra.

As canções foram escritas e executadas por McCartney, que afirmou que não tinha planos de lançar um álbum em 2020 até que a pandemia o obrigou a ficar em casa por vários meses.

"Tinha algumas coisas nas quais trabalhei ao longo dos anos, mas o tempo passou e as deixei na metade, então voltei ao que tinha", disse McCartney, em comentários publicados pela agência de notícias britânica Press Association.

"Tratava-se de fazer música para mim mesmo, ao invés de fazer música por trabalho (...) Nunca pensei que tudo isso pudesse acabar em um disco", comemorou o artista.

Seu lançamento coincide com o 50º aniversário do lançamento de seu primeiro projeto solo, após a separação dos Beatles em 1970. Esse álbum foi seguido uma década depois por outro álbum "McCartney 2".