Patinetes elétricos: número de lesões aumenta. Saiba como prevenir

Patinete elétrico exige cuidados para fugir de acidentes graves

Por Natália Leão (@natileao_)

Os patinetes elétricos são a nova mania dos meios urbanos. Basta ir ao Itaim, em São Paulo, ou em Ipanema, no Rio de Janeiro, para ver diversos adultos sobre duas rodas. Acontece que a mesma empolgação está gerando uma série acidentes - alguns graves.

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O jornalista Ademir Correa é uma dessas pessoas. “Estava tudo bem, mas a rodinha frontal do patinete encaixou num buraco e eu voei por cima dele,” conta. “Eu caí de queixo no chão, bati as costelas, me ralei no asfalto e percebi que estava sangrando pelo ouvido.”

O resultado foi uma fratura na mandíbula, que precisou de intervenção cirúrgica, e alguns dentes quebrados.

“Apesar de não haver ainda um estudo formal, notamos o aumento do número de pacientes vítimas de acidentes com patinete elétrico tanto no consultório como nos serviços de emergência,” garante o médico ortopedista Guilherme Marques da Fonseca.

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“A maioria dos acidentes, e com maior potencial de gravidade, são os causados por queda. Outros casos são por atropelamento e - o mais curioso para mim - acidentes entre patinetes elétricos e bicicletas.”

Velocidade máxima

Os patinetes elétricos disponíveis atingem até 20 quilômetros por hora. As empresas que fornecem o equipamento, como a Yellow, recomendam que o usuário ande a até 6km/h em calçadas e 20km/h em ciclovias e ciclofaixas, use capacete e acenda os faróis, caso for andar à noite. Mas a verdade é que poucas pessoas seguem as recomendações.

O uso de capacete é indispensável para evitar problemas maiores

“Quanto maior a velocidade atingida pelo patinete, maior o risco de queda e maior o potencial de gravidade das lesões. O patinete é muito instável devido ao pequeno diâmetro de suas rodas. Isso, associado ao mal estado de conservação das ciclovias, ou pior, ao uso do patinete em calçadas e ruas que já possuem suas irregularidades próprias, aumentam consideravelmente o risco de queda,” explica o ortopedista.

Proteção é indispensável

Quando se pilota um patinete sem equipamentos de segurança, o corpo vai absorver diretamente o impacto. “As principais lesões notadas até agora são os traumas de crânio, face e dos membros superiores, sendo por diversas vezes lesões de caráter grave que necessitam de internação e abordagem cirúrgica”, diz Fonseca.

Embora não sejam de uso obrigatório, os equipamentos de segurança, como capacete, cotoveleira, joelheira e protetores de punho - junto com a prudência, é claro - são suas únicas garantias no caso de um acidente.

Faça do jeito certo

É claro que esses acidentes não significam que o patinete elétrico deveria ser evitado. Significa apenas que, como todo meio de transporte, ele oferece riscos e precisa de prudência.

Então, dá próxima vez que alugar um patinete elétrico dê um check nessa lista de segurança:

  • use, no mínimo, capacete. Se quiser se proteger ainda mais, aposte também na joelheira e cotoveleira. (no fim do percurso é só jogar tudo dentro da bolsa ou mochila e seguir a vida).

  • Acelere na velocidade indicada para aquela via (até 6km/h em calçadas e 20km/h em ciclovias e ciclofaixas) e faça isso apenas se sentir que já domina o patinete.

  • Evite vias esburacadas.

  • Pilote com a mesma atenção que você tem quando está ao volante.