Para combater o preconceito, restaurante contrata apenas funcionários com HIV

Reprodução/TheGuardian/Bensimon Byrne

Pessoas portadoras de HIV sentem na pele o preconceito e um restaurante canadense quer acabar com esse estigma contratando apenas funcionários que possuem o vírus. Localizado em Toronto, o local é o primeiro do mundo a lançar a ideia.

“Nós realmente queríamos ser capazes de desafiar o estigma que ainda existe em torno do HIV”, disse Joanne Simons, do Casey House, o primeiro e único hospital autônomo do Canadá para pessoas que vivem com HIV/Aids.

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A proposta surgiu após uma recente pesquisa que apontou que apenas metade dos canadenses comeriam ou compartilhariam alimentos preparados por quem é HIV positivo. Estima-se que cerca de sete nativos do país são diagnosticados com o vírus por dia. “Eu acho que ainda existe essa persistente noção de que, se tivermos contato regular com alguém com HIV, podemos contraí-lo – e ainda é uma sentença de morte”, aponta Joanne.

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Ela segue citando algumas reações nas redes sociais. “Houveram muitas perguntas sobre o que acontece se alguém se cortar na cozinha sendo HIV positivo. Lidamos com isso como em qualquer outra cozinha: certificando-se em fornecer os primeiros socorros, limpando a área, jogando fora o que foi tocado pelo sangue e limpando a superfície. Isso deve ser feito independente da pessoa ser portadora do vírus ou não, é uma questão de bom senso”.

Outros internautas questionaram o risco de transmissão. “Não há absolutamente nenhum risco de se contrair HIV apenas compartilhando uma refeição. O vírus não vive bem fora do corpo por muito tempo e através da culinária, ele morre”.