Para Bolsonaro, Lula é “carta fora do baralho”

O presidente não descarta a possibilidade de concorrer à reeleição em 2022 (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • “Ele não é cabo eleitoral para mais ninguém”, afirma presidente

  • Em entrevista, Bolsonaro comentou possibilidades para 2022

Em entrevista concedida ao programa “Poder em Foco”, do canal SBT, Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma avaliação positiva de seu primeiro ano de governo e comentou possíveis cenários para as eleições presidenciais de 2022. O presidente da República disse não se preocupar com a influência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): disse que o ex-presidente é “carta fora do baralho”.

No programa que foi ao ar na madrugada de segunda-feira (23), Bolsonaro afirmou que, mesmo que o petista continue em liberdade, sua condenação o impossibilita de disputar a corrida eleitoral.

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O presidente da República comparou seus eleitores aos de Lula:

“Ele não é cabo eleitoral para mais ninguém. Quando eu andava pelo Brasil na pré-campanha era recebido em aeroportos por milhares de pessoas. Agora o Lula nas suas poucas andanças é criticado e vaiado. Eu acredito que o Lula já é uma carta fora do baralho”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de concorrer à reeleição em 2022, Bolsonaro lembrou de uma promessa que fez durante a campanha: garantiu que não se candidataria caso conseguisse pôr em prática uma reforma política. “Como isso nós sabemos que não vai acontecer, se eu estiver bem eu disputo”, afirmou.

Bolsonaro também fez um balanço positivo de seu primeiro ano no cargo de presidente. Disse que deve terminar o ano sem sequer um caso de corrupção e com cerca de 900 mil empregos criados. Para o presidente, os aspectos positivos de seu governo são os números:

“Tivemos a menor taxa Selic que se podia imaginar (4,5%). O risco Brasil lá em baixo e uma inflação na média da projeção. Isso daí estimula as pessoas a investir.”

Questionado sobre a reforma tributária, Bolsonaro defendeu a proposta de reduzir os encargos na folha de pagamento das empresas.

“O que eu tenho falado para o Paulo Guedes é para ele não falar em reforma, mas em simplificação tributária”, concluiu o presidente.