Paolla Oliveira conta que Vivi Guedes a ajudou a entender sobre machismo

Paolla Oliveira. Foto: reprodução/Instagram/paollaoliveirareal

Fenômeno na TV e na internet, a it girl Vivi Guedes também influencia a própria intérprete, Paolla Oliveira. Ao dar vida à personagem, que vive um relacionamento abusivo com Camilo (Lee Taylor) na novela “A Dona do Pedaço”, a atriz passou a entender melhor a questão da opressão e da violência contra as mulheres.

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“A gente sai da realidade das blogueiras e chega nessa realidade tão brutal do machismo, da falta de poder de fala. Tudo que as pessoas chamam de discussão, que são bolas que a internet e a novela levantam, eu acho que são discussões bem-vindas. Servem para a gente, às vezes, botar a mão na consciência e falar ‘Opa, já passei por isso, nem sabia que era abusivo, não sabia que não podia falar para eu trocar a roupa’”, contou a atriz, em entrevista a “Quem”.

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Vivi impressiona por seus 2 milhões de “seguimores” na vida real, o que faz Paolla refletir sobre a própria relação com os fãs e as redes sociais.

“A gente influencia as pessoas com as nossas atitudes, com a maneira como a gente vive, com o jeito de olhar. Um ‘fake’ influencia dois milhões de pessoas. Tem fã dormindo na porta dos lugares onde eu estou. A primeira coisa que eu faço é sentar e falar 'vem cá, sua mãe sabe disso?' Eu pareço uma tia velha falando com eles”, afirmou.

A atriz também afirmou que se libertou de algumas cobranças. “A gente não cria expectativa, as pessoas é que criam, e você tenta atender. E eu parei de atender às expectativas dos outros. Tem várias declarações minhas, que eu queria ter a perna mais fina, que meu cabelo tinha que ser de outro jeito, que eu queria ser mais alta. Hoje se você perguntar, vou falar ‘Não, eu queria ser assim mesmo como sou’”, disse.

Solteira, Paolla também comentou que é avessa aos aplicativos de relacionamentos. Aos 37 anos, a intérprete ainda não sabe se terá filhos, mas decidiu congelar óvulos. “Congelei exatamente por não saber e não querer gerar algum tipo de frustração, porque optar em não ter é uma coisa, e não poder é outra”, justificou.