"Pantanal" pula 20 anos no tempo e foca no choque entre campo e cidade; entenda

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Jove e Juma em
Jove e Juma em "Pantanal" (Divulgação Globo)

Mais cedo do que o previsto, "Pantanal" entra nesta terça-feira (12) em sua segunda-fase e deixa para trás atores consagrados para focar em novas tramas e no amadurecimento da história. Bruna Linzmeyer, Leticia Saller e Renato Góes se despedem de seus personagens, e o remake aposta na dicotomia entre campo e cidade para atualizar a trama original e trazer discussões mais contemporâneas.

Agora interpretado por Marcos Palmeira, José Leôncio é um homem de posses, e comandado muitas terras ao lado de Filó (Dira Paes) e Tadeu (José Loreto). O pensamento do personagem permanece em Jove (Jesuíta Barbosa), seu filho com Madeleine (Katine Teles) que cresceu no Rio de Janeiro sem nenhum contato com o Pantanal.

Jove cresceu achando que o pai tinha morrido, mas logo descobre a existência de José Leôncio e parte para o Pantanal. Ao chegar no território desconhecido, ele conhece Juma (Alanis Guillen), que permanece vivendo isolada como ensinado por Maria Marruá (Juliana Paes).

Ao falar sobre o conflito de gerações e tradições dos personagens vindos da cidade para o Pantanal, Jesúita Barbosa explicou que Jove simboliza como as discussões evoluíram nos tempos atuais. "Ele é um personagem que se envolve de forma antagônica. Um cara que chega da cidade, urbano, cosmopolita, e vai para um ambiente totalmente diferente. Mas eu gosto que não é aquela discussão paternalista, do pai peão que quer que o filho seja macho. O Jove é complicado, porque ele vai para o Pantanal, depois leva a Juma pra cidade... é um diálogo que não para entre cidade e natureza. Mas é uma relação violenta, sempre será".

Novos personagens

O remake de "Pantanal" traz Marcos Palmeira no papel do icônico José Leôncio. Na trama atual, José Loreto está no papel de Tadeu, filho de Filó (Dira Paes), personagem que era do ator veterano na primeira versão da novela.

Em conversa com os jornalistas sobre o remake, Marcos Palmeira garantiu que não quis influenciar a atuação de José Loreto, e que era hora de Tadeu ganhar novos ares a partir do trabalho do ator. "Custei a me desapegar do Tadeu. Mas em nenhum momento eu tive interesse de dizer pro José Loreto o que ele tinha que fazer. Ele é outro Tadeu, e foi lindo de ver ele renascer nesse papel. Essa é uma nova história, temos que nos livrar desse peso de 30 anos atrás", explicou.

José Loreto confirmou que ganhou liberdade para repensar o papel de Tadeu, e que ficou emocionado com o apoio de Marcos Palmeira no set de gravação. "Ele foi muito sensível, generoso. Ele me dava dicas o tempo todo sem saber, me apontava o caminho sem dizer que estava fazendo isso. Ele quer que eu possa seguir esse caminho sem comparação, nunca colocou esse peso pra mim", garantiu.

Sobre retornar ao universo de Pantanal após tantos anos, Marcos Palmeira contou que ficou emocionado ao chegar no local. "Está sendo um prazer e uma grande virada na minha carreira após 30 anos de trabalho. Experiência incrível, estou com quase 60 anos de idade, então foi um presente que ganhei. Dedico o meu Zé Leôncio para o Cláudio Marzo, que viveu o personagem na primeira versão da trama".

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