Pais denunciam à polícia de Brasília vídeos que estimulam crianças a “adorarem satanás”

Redação Notícias
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Vídeos têm causado incômodo nos pais brasilienses - Foto: Reprodução/YouTube
Vídeos têm causado incômodo nos pais brasilienses - Foto: Reprodução/YouTube
  • Homem utiliza filtro da personagem Elsa para falar com as crianças

  • Entre outras "sugestões", pediu que seus seguidores desenhem um símbolo de rituais satãnicos

  • A polícia revelou que está investigando o caso

Pais de Brasília mostraram preocupação e denunciaram à Polícia Civil local vídeos que incentivam crianças a “adorarem satanás”. As imagens mostram um homem com o filtro da personagem Elsa, do desenho Frozen, sugerindo, entre outras coisas, que seus seguidores desenhem pentagramas em casa.

O rapaz em questão utiliza uma peruca e fala com voz anasalada, típica de quem está lidando com o público infantil. “Oi, crianças! Sou eu, a Elsa. E hoje eu vou ensinar a fazer uma arte muito bonita na casa de vocês. Vamos aprender?”, diz em um dos vídeos.

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A “arte” em questão é um pentagrama invertido, símbolo utilizado em rituais satânicos. O homem sugere, ainda, que as crianças utilizem molho de tomate para contornar o desenho, talvez para dar uma aparência “sanguinária”.

“E se alguém perguntar por que você fez isso, você vai responder: ‘Pela glória de Satã, é claro’”, sugere.

As gravações são feitas pelo aplicativo TikTok e compartilhada no Instagram e no YouTube. Apesar de o responsável tratá-los com ar cômico, os vídeos têm gerado incômodo em pais da capital federal.

Vídeos “beiram a prática de delitos”

O caso chegou à Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, que tomou conhecimento dos vídeos em troca de informações com a polícia paulista. O delegado Giancarlos Zuliane admitiu que o caso está sendo investigado.

Polícia está investigando o caso - Foto: Reprodução/YouTube
Polícia está investigando o caso - Foto: Reprodução/YouTube

“Existem apurações que estão em andamento, apesar de nós termos acompanhado a disseminação desse conteúdo”, declarou ao site Metrópoles. “O vídeo beira a prática de delitos, principalmente no que diz respeito à apologia de crimes. Com certeza, é um péssimo conteúdo, que nenhuma rede social gostaria de hospedar.”