Pabllo Vittar empilha hits em show na Micareta São Paulo antes da Parada LGBT

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL.- 25.03.2022 - Pabllo Vittar no palco Adidas. (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL.- 25.03.2022 - Pabllo Vittar no palco Adidas. (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de três anos distante dos trios elétricos por causa da pandemia de Covid-19, Pabllo Vittar arrastou cerca de 20 mil foliões pelo Sambódromo do Anhembi na noite desta sexta-feira (18) durante a Micareta São Paulo.

Antes de dar início à apresentação, a drag queen, que também é um dos principais nomes da Parada LGBT, marcada para domingo (19), afirmou à reportagem que enxerga o mês do orgulho tanto como uma plataforma para reflexões e reivindicações políticas, mas também como uma válvula de escape contra as dificuldades que atravessam a vida da comunidade.

"Estes eventos representam a celebração das nossas vidas, não só das nossas, que estão aqui, mas se lembrando das que infelizmente não estão mais e não deixando estes nomes nem estas vozes serem silenciadas. Este mês, principalmente neste ano, a gente tem que celebrar nossas vidas, depois de Covid e das violências que sofremos no Brasil", disse Vittar.

"Temos que pensar sobre nossas reivindicações e nossos inimigos em comum, mas também sobre nossas diferenças, porque são várias letras, LGBTQIA+, cada um com suas questões", acrescentou Urias, que se apresentou com Vittar. "Precisamos pensar em como nos organizar em prol de um objetivo em comum, além de celebrar que estamos vivos, o que já é revolucionário, embora não pareça."

Diferentemente do Lollapalloza, em que exibiu uma toalha com o rosto de Lula e fez um "L" com as mãos em apoio ao petista, ou do Primavera Sound, em que levantou uma bandeira do PT, Vittar fez na Micareta São Paulo um show mais centrado no clima de festa e deixou de lado a fervura política, assim como Ludmilla, que se apresentou antes dela.

Não é que Vittar, uma das principais participantes do jingle de Lula, tenha se furtado de se manifestar. O público, composto majoritariamente por homens gays, parecia mais a fim de festa.

Quando o trio elétrico já se preparava para estacionar e a apresentação se encaminhava para o fim, por volta das 23h, Vittar até gritou que era "Lula 2022", mas mal deu tempo de algum coro político se formar que todos já estavam cantando a plenos pulmões "Parabéns", um de seus principais sucessos, gravado com Psirico.

O mesmo ocorreu com quase todas as canções que apresentou, das mais antigas, caso de "Vai Passar Mal", um dos primeiros hits de sua carreira, às apostas mais recentes, como "Triste com T" e "Zap Zum", de "Batidão Tropical", seu último disco, ou até "Fun Tonight", um forrozão que gravou com Lady Gaga num álbum de remixes lançado pela cantora americana com convidados.

O clima era o mesmo de quinta-feira (16), quando a Micareta recebeu shows de Daniela Mercury, Luísa Sonza e Ivete Sangalo. Foi como se, por algumas horas, o público se permitisse esquecer do futuro do país, deixando de lado os coros de "fora, Bolsonaro" que se tornaram a tônica de shows Brasil afora, para se preocupar apenas em se divertir.

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