Pabllo Vittar é processada por plágio e sua equipe diz que a acusação é leviana

SAO PAULO, SP, BRASIL.- 25.03.2022 - Lollapalooza Brasil 2022 no autodromo de Interlagos. Pabllo Vittar no palco Adidas   - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress,Ilustrada)
SAO PAULO, SP, BRASIL.- 25.03.2022 - Lollapalooza Brasil 2022 no autodromo de Interlagos. Pabllo Vittar no palco Adidas - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress,Ilustrada)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cantora Pabllo Vittar é alvo de uma acusação de plágio por causa da canção "Ama, Sofre, Chora", um dos singles de seu último álbum, "Batidão Tropical", lançado no ano passado. O processo corre na 43ª Vara Cível da Comarca de São Paulo.

O sucesso da faixa teria inspirado o cantor e compositor Herlomm Diosly dos Reis Silva, conhecido como Herlomm Grand, a entrar com um processo contra a drag maranhense. O caso foi revelado pelo portal Off.

Herlomm alega que a canção é um plágio de sua composição, "Amar, Sofrer, Chorar", registrada em 2019 e com clipe postado em 2020 em seu canal no YouTube.

Segundo a documentação do caso, o músico alega ter identificado trechos da canção gravada por Pabllo que correspondem ao "mesmo sentido da composição original, de sua autoria, não só no título e melodia, estes praticamente idênticos, como também no sentido literário."

O compositor afirma que ambas as canções tratam de "amor não correspondido, onde uma pessoa ama outra que a ignora".

A equipe jurídica de Pabllo se pronunciou na tarde desta quarta-feira. Em comunicado enviado à reportagem, disse que a acusação de plágio é "leviana, sem qualquer fundamento, a qual será devidamente contestada no momento oportuno".

O comunicado também diz que a cantora "examinou a gravação da obra alegadamente plagiada e verificou que não existe nenhuma hipótese de ocorrência de plágio, visto que as obras musicais são totalmente distintas, nada existindo que possa, minimamente, levar a essa conclusão".

"Neste sentido, este comunicado serve para esclarecer que a artista Pabllo Vittar não cometeu nenhum tipo de violação a direito autoral e não compactua com a apropriação indevida de qualquer espécie de propriedade intelectual", continua o comunicado, que diz ainda que a equipe jurídica tomou conhecimento do processo pela imprensa.

Além de Pabllo Vittar, a gravadora Sony Music e os compositores Rodrigo Gorky, Pablo Bispo, Arthur Marques, Arthur Pampolin Gomes e Guilherme dos Santos Pereira também foram citados no processo, que pede que seja expedido um ofício ao Ecad, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, e a Abramus, a Associação Brasileira de Música e Artes, para que enviem um relatório de ganhos sobre "Ama, Sofre, Chora".

O compositor pede os royalties de execução em shows, programas de televisão e em reproduções de streaming, numa ação que pode chegar a R$ 1 milhão. É pedido ainda um valor de danos morais que ultrapassa o de danos materiais.

Procurada, a equipe de Herlomm Grand disse que produziria um comunicado, mas não o fez até a conclusão desta reportagem.

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