Os principais desafios do direito LGBTQIA+ no mundo

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A comunidade LGBTQIA+ tem se mostrado mais confiante ao ocupar espaços que, historicamente, lhe foram negados. No entanto, ao falarmos sobre direito LGBTQIA+ no mundo, percebemos que ainda temos um longo caminho a seguir.

De fato, desde que se tem conhecimento da luta dessa comunidade por direitos, muita coisa mudou - em diversos países, o direito ao casamento, à adoção e às condições básicas de saúde e educação foram alcançados. Mas tudo isso ainda é pouco quando consideramos o quadro maior - e alarmante -, que essas pessoas vivem.

O principal desafio do direito LGBTQIA+ no mundo

Como dito anteriormente, o mundo mudou muito e essa comunidade conquistou uma série de direitos que, antes, eram inimagináveis. No entanto, as dificuldades que a comunidade LGBTQIA+ enfrenta ainda são grandes, principalmente no que tange o preconceito.

Segundo um estudo desenvolvido em 2020 pelo Center for American Progress, mais de 1 em cada 3 norte-americanos LGBTQIA+ sofreram algum tipo de discriminação no ano anterior à publicação da pesquisa - e isso vale para mais de 3 em cada 5 pessoas transgênero.

No Brasil, a LGBTQfobia é considerada crime previsto por lei, com pena de três anos e aplicação de multa. No entanto, isso não impede que o preconceito continue acontecendo por aqui: segundo dados liberados pelo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública no ano passado, foram registrados uma média de 4 casos de LGBTQfobia por dia no Brasil, considerando, inclusive, lesão corporal, homicídio e estupro motivados por intolerância.

Vale lembrar que o Brasil ainda é considerado um dos países que mais matam pessoas LGBTQIA+ (com especial destaque para pessoas trans) no mundo - o país ocupa, alás, o topo da lista há 13 anos. No ranking mundial de países que mais matam pessoas trans, o Brasil vem seguido de México e Estados Unidos.

Direitos LGBTQIA+ no mundo
Direitos LGBTQIA+ no mundo: existem países que ainda considera ilegal o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo

As decorrências da LGBTQfobia

O problema do preconceito contra a comunidade tem um impacto alarmante: ainda de acordo com a pesquisa norte-americana, 1 a cada 2 pessoas LGBTQIA+ explicaram que essa discriminação interfere no seu bem-estar psicológico e financeiro. Não só isso, mas boa parte dos entrevistados também comentou que costuma esconder relacionamentos pessoais para evitar o preconceito e a discriminação.

Isso se torna particularmente perceptível no ambiente de trabalho. Nesses espaços, ainda é muito comum as pessoas LGBTQIA+ evitarem expor a sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente profissional por medo de represálias - não à toa, as vagas afirmativas se tornaram uma tendência no mercado de trabalho. O seu objetivo é incluir esse público de forma intencional no espaço corporativo.

Quando o assunto é a saúde, seja no Brasil, seja nos Estados Unidos, seja em outros países do globo, uma queixa comum é a falta de preparo do corpo médico ao lidar com pessoas LGBTQIA+, especialmente pessoas trans - de desrespeito ao nome social à falta de conhecimento sobre as necessidades dessa população, 15% dos membros dessa comunidade, nos Estados Unidos, deixam de procurar ajuda médica especializada por esses motivos.

Pena de morte a abandono de pessoas LGBTQIA+

Todo esse contexto se torna ainda mais preocupante quando se considera que existem ainda 69 países onde a homossexualidade é considerada ilegal. A maioria deles está localizada na África, com Nigéria e Uganda tomando a frente em uma política anti-relacionamentos do mesmo sexo: recentemente os dois países decidiram endurecer as suas leis a esse respeito.

O movimento, aliás, vai na contramão de muitos países vizinhos, que decidiram acompanhar a tendência mundial de inclusão e luta contra a violência direcionada a essa comunidade.

Nigéria e Uganda, no entanto, não são os únicos que ainda olham dessa forma para a questão dos direitos LGBTQIA+. Em alguns países, como Irã, Mauritânia, Arábia Saudita e Iêmen, o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo é passível da pena de morte.

Outra questão importante a ser considerada aqui trata da condição das crianças LGBTQIA+. Ao redor do mundo, os índices de abandono e negligência ainda são altos, o que, de fato, coloca essas pessoas em um estado de desigualdade e vulnerabilidade maiores do que as crianças que se identificam heterossexuais.

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