"Os 7 de Chicago" fortalece as perspectivas para o Oscar

Andrew MARSZAL
·3 minuto de leitura
O drama judicial de Aaron Sorkin, "Os 7 de Chicago" ganhou o prêmio máximo no SAG Awards

"Os 7 de Chicago" ganhou o maior prêmio no Screen Actors Guild Awards (SAG) nos Estados Unidos, um veredicto que reforça suas perspectivas de entrega do Oscar em 25 de abril.

O drama judicial dirigido por Aaron Sorkin e produzido pela Netflix ganhou a prestigiosa distinção de melhor elenco, no domingo, na cerimônia de premiação do SAG, que foi reduzida a uma transmissão virtual de uma hora devido à pandemia da covid-19.

O filme, que conta a história real de sete manifestantes contra a Guerra do Vietnã acusados de incitar um motim na Convenção Nacional Democrata de 1968 em Chicago, é estrelado por Eddie Redmayne, Sacha Baron Cohen, Mark Strong e Frank Langella.

Langella, que interpreta o juiz racista do filme, evocou Martin Luther King Jr. ao receber o prêmio.

"Precisamos de líderes que nos façam odiar menos", disse. "Temos uma dívida de gratidão com as vozes dos 7 de Chicago e, especialmente, com Aaron Sorkin, nosso líder, cuja voz é a alma deste filme".

Outra produção da Netflix, "A Voz Suprema do Blues", sobre uma tensa sessão de gravação da popular cantora Gertrude "Ma" Rainey e sua banda na década de 1920, levou para casa os prêmios de melhor ator e atriz, respectivamente concedidos ao falecido Chadwick Boseman e Viola Davis.

Em um ano em que Hollywood promoveu a representação de minorias, a associação dos atores também concedeu o prêmio de melhor ator coadjuvante a Daniel Kaluuya, que no filme "Judas e o Messias Negro" personifica Fred Hampton, o falecido líder da organização política Pantera Negra.

E "Minari", uma história de imigrantes sul-coreanas ambientada em Arkansas na década de 1980, levou para casa o prêmio de melhor atriz coadjuvante, tornando Yuh-jung Youn a primeira vencedora asiática de um prêmio SAG de atuação individual por um filme.

- Nada para "Nomadland" -

Os prêmios SAG são vistos como um indicador chave dos vencedores do Oscar, porque os atores constituem o maior bloco de eleitores na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que anualmente premia as estatuetas de ouro.

Embora "Nomadland" continue sendo o favorito para o Oscar de melhor filme este ano, o seu elenco, no qual vários não atores atuam em versões ficcionais de si mesmos, nem mesmo recebeu uma indicação ao SAG. Frances McDormand, única indicada por este filme, perdeu para Davis.

A vitória de Boseman, que morreu em agosto passado aos 43 anos de um câncer de cólon, parece ser um claro presságio do Oscar.

Até agora, apenas dois atores receberam um Oscar póstumo: Peter Finch por "Rede de Intrigas" (1976) e Heath Ledger por "Batman: O Cavaleiro das Trevas" (2008).

O grande vencedor da noite, "Os 7 de Chicago" é agora o filme com a melhor chance de derrotar "Nomadland" no Oscar, cuja votação começa em 15 de abril.

- "The Crown" e "Gambito da Rainha" -

Nos prêmio para televisão, a saga real britânica "The Crown" ganhou o prêmio SAG de melhor elenco em drama, e sua estrela Gillian Anderson ganhou o de melhor atriz.

Na categoria de comédia, "Schitt's Creek" levou o prêmio de melhor elenco, e Catherine O'Hara de melhor atriz.

O prêmio SAG de melhor comediante foi para Jason Sudeikis por "Ted Lasso" e o prêmio de melhor ator dramático foi para Jason Bateman por "Ozark".

Nas séries, Mark Ruffalo e Anya Taylor-Joy replicaram seus triunfos do Globo de Ouro em "I Know This Much is True" e "Gambito da Rainha".

amz-ad/yow/ap