Oráculos e astrologia nos ajudam a traçar os caminhos no Ano Novo

Redação Vida e Estilo
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Por: Daiana Dalfito, colaboração para o Yahoo.

O novo ano vem batendo à porta e ficamos ansiosos. Esperamos, muitas vezes, que a passagem para o dia 1o de janeiro dê uma arrumada na vida por mágica. Prometemos fazer dieta, ser melhores, guardar dinheiro e queremos saber se os próximos 365 dias vão trazer aquele amor sonhado ou um trabalho novo. Na ânsia de descortinar esse futuro, buscamos os oráculos e previsões.

Bem, querer que cartas, astros, pedras nos respondam sobre nosso porvir é tentador, mas a predição não parece ser o papel fundamental dessas ferramentas. “Minha grande função no mundo é dizer para os outros ‘não tem resposta pronta’”, esclarece de primeira a taróloga Mayra Melo.

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Na mesma esteira, a astróloga Heluiza Brião afirma que a chamada astrologia humanista também não acredita na determinação dos astros. “Nós escolhemos o caminho e como agir. O mapa astral é muito mais um guia, demonstra a tendência de energia e as necessidades que muitas vezes preferimos não enxergar por tentarmos seguir algum padrão tido como ‘certo’ ou mais aceito socialmente”.

Se conhecer faz sua vida melhor

E vale a pena a consulta de oráculos (tarô, numerologia, runas, búzios etc.) ou a realização de um mapa astral, seja o natal – que trata de suas características como indivíduo – ou uma revolução solar, que traz uma perspectiva sobre seu novo ciclo? Sim! Mas para realmente fazer seu 2019 mais “rico”, tenha em mente que estes são apenas canais de orientação.

Qualquer dessas técnicas nos indica tendências, mas isso não quer dizer que não seja possível mudar o tão falado “destino”. São mais um tipo de caminho para o autoconhecimento e podem estar alinhadas a outras terapias sejam elas quânticas (thetahealing; barra de access, radiestesia etc.) ou convencionais como coaching, meditação e psicoterapia.

O universo fala

Para o tarô, por exemplo, as cartas são canais energéticos que traduzem simbolicamente nossa conexão com tudo que está a nossa volta: as pessoas, a natureza, o cosmo. Um papo bem cabeça que nos leva até a física quântica. “O tarô é o mediador que uso para sacar o quê do inconsciente – seja ele individual ou coletivo – eu preciso observar. Como devo olhar para dentro de mim e para meu entorno e, então, decidir como agir”, explica Mayra.

Na antiguidade, a astrologia era usada para antecipar a possibilidade de guerras, orientar a agricultura e, até, fazer previsão do tempo. Todas essas utilizações se fundavam nos ciclos dos astros e nas tendências que se observam e repetem em cada um deles.

Assim, como no tarô, uma das teorias que fundamentam a astrologia é a de que estamos ligados ao todo. “Nosso mapa astral é o símbolo da energia cósmica captada no momento em que cada um nasceu, uma representação do espaço-tempo que pode servir de base para comparações com outros momentos em que os astros transitaram nas mesmas posições no céu”, diz Helu Brião.

Orientações

Se você compreendeu que essas consultas podem ser empoderadoras, mas não vão lhe tirar a responsabilidade de construir seu próprio futuro, chegou a hora de escolher com quem se consultar.

Helu Brião orienta a pesquisar bastante antes de escolher e suspeitar se o valor pelo trabalho é muito baixo. “Indicações são o primeiro bom indício, mas ao escolher um astrólogo pergunte como a previsão é feita e sobre os temas abordados. Não é adivinhação, é preciso haver uma troca e se ela não existe há algo errado”, conclui. Uma consulta em média custa R$ 300/400.

Quando o assunto é tarô, Mayra Melo vai além: “O melhor tarólogo que você poderia consultar na vida é você mesmo, mas essa é uma ferramenta trabalhosa e nem sempre conseguimos nos reconectar com nossa voz interior para interpretar a leitura. Porém, esse seria o ideal”. Se não quer ou pode aprender ou prefere que outra pessoa interprete as cartas, procure pesquisar as referências os profissionais.