Operação da PF mira grupo que pediu intervenção militar

Redação Notícias
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BRASILIA, BRAZIL - MAY 17: Supporters Brazilian President Jair Bolsonaro protest with written banner asking for military intervention during a motorcade and demonstration against the National Congress and the Supreme Court amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Esplanade of the Ministries on May 17, 2020 in Brasilia. Brazil has over 233,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 15,633 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - MAY 17: Supporters Brazilian President Jair Bolsonaro protest with written banner asking for military intervention during a motorcade and demonstration against the National Congress and the Supreme Court amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Esplanade of the Ministries on May 17, 2020 in Brasilia. Brazil has over 233,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 15,633 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (27), uma operação que mira um grupo que pedia nas redes sociais intervenção militar e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações começaram após a publicação de um vídeo realizado na frente do prédio do STF, por dois investigados.

São cumpridos três mandados de busca e apreensão em Brasília, Urbelândia (MG) e Taboão da Serra (SP). Nas imagens, os alvos incitavam a “animosidade entre as Forças Armadas e as instituições civis”.

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"Com o aprofundamento das análises, foi possível constatar a participação deles em diversos atos do tipo, inclusive com a arrecadação de fundos para financiar o movimento", disse a PF.

De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos são investigados por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, como fazer, em público, propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social e distribuição ou redistribuição de fundos destinados a realizar propagandas violentas.

O grupo pregava ações irregulares para alteração da ordem política e social, como intervenção das Forças Armadas nos poderes democraticamente eleitos, como o Congresso Nacional, e legalmente constituídos, como o STF.

Um dos alvos da operação é Renan Silva Sena, ex-funcionário do Ministério dos Direitos Humanos, demitido após divulgar vídeo com ofensas a autoridades.

Apoiador do governo do presidente Jair Bolsonaro, ele foi detido em junho pela Polícia Civil do DF por crimes de calúnia e injúria, depois da divulgação do vídeo com ofensas, inclusive ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ele foi liberado após assinar um termo de comparecimento em juízo.