ONU e Banco Mundial pedem que escolas sejam abertas durante pandemia

Redação Notícias
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Ravit Shamay, a principal of a kindergarten and junior division of a school, sets up a classroom, in Tirat Carmel, Israel, Thursday, Oct. 29, 2020. Israeli children are scheduled to return to classrooms Nov. 1 after a six-week closure of schools during a nationwide lockdown. (AP Photo/Ariel Schalit)
Ravit Shamay, a principal of a kindergarten and junior division of a school, sets up a classroom, in Tirat Carmel, Israel, Thursday, Oct. 29, 2020. Israeli children are scheduled to return to classrooms Nov. 1 after a six-week closure of schools during a nationwide lockdown. (AP Photo/Ariel Schalit)

As agências da ONU Unesco e Unicef, bem como o Banco Mundial, pediram que as escolas permaneçam abertas durante a luta contra a Covid-19, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira, que destaca os danos causados pela pandemia aos alunos de países pobres.

"Priorizar a reabertura das escolas e oferecer as muito necessárias aulas de recuperação é indispensável", afirmou em comunicado Robert Jenkins, responsável pelo departamento de educação do Unicef.

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"Não precisamos ir muito longe para ver os danos que a pandemia causou ao aprendizado de crianças no mundo inteiro. Nos países com rendas baixas e intermediárias, esta devastação se amplificou, uma vez que o acesso limitado ao ensino à distância, o risco aumentado de cortes orçamentários e os atrasos nos planos de reabertura frustraram qualquer chance de normalidade para os alunos", assinalou Jenkins.

Segundo o relatório das três instituições, as crianças dos países pobres perderam mais de quatro meses de aulas desde o começo da pandemia. Com mais acesso à tecnologia, os alunos de países ricos perderam seis semanas, aponta o documento.

Para a Unesco e o Banco Mundial, mais do que esperar, também é essencial que os países invistam financeiramente, agora, nos sistemas escolares, para reduzir o abismo que se aprofunda entre o ensino nos países ricos e pobres em consequência da pandemia.

O relatório foi elaborado com base em dados nacionais colhidos em quase 150 países entre junho e outubro.

Da AFP