'Onde estavam quando eu debochava da Dilma?', diz ator sobre pessoas que saíram do show

Gabriela Marçal
Reprodução Instagram/ @gustavomendestv

Gustavo Mendes, conhecido por interpretar uma sátira de Dilma Rousseff, usou suas redes sociais neste sábado, 31, para falar sobre o episódio em que algumas pessoas deixaram seu show na noite desta sexta-feira, 30, em Teófilo Otoni, em Minas Gerais.

Vídeo compartilhado por usuários do Twitter mostra pessoas gritando durante uma piada sobre o presidente do Brasil Jair Bolsonaro. Gustavo Mendes começa a interagir com o público e diz: "Você pode ir embora. Eu devolvo seu dinheiro". Algumas pessoas se levantam e deixam a plateia.

O humorista publicou alguns stories no Instagram falando sobre o ocorrido. "Vocês já devem estar sabendo o que rolou em Teófilo Otoni, uma tentativa de censura, mas comigo não violão, comigo não. Eu fiz uma piada com o Bolsonaro, no meu papel do comediante, e algumas pessoas se revoltaram e tentaram impedir o show. Eu botei eles para correr, botei para fora do meu show, porque fascista não tem lugar no meu show".

O ator continua e relembra sua trajetória artística. "A causa é maior, o problema deles não era político, não era piadas com política. Porque eles me conhecem, eu sou o Gustavo Mendes, eu pautei minha carreira em cima de política. O problema deles era o fascismo e o autoritarismo e achar que podiam calar um artista que sempre fez questão de ter voz, de falar suas posições mesmo que isso me custasse um alto preço. Censura não e eu quero contar com todos vocês que são contra a censura para não deixar esse autoritarismo covarde e cruel tomar conta do país."

Em seu canal no YouTube, ele também tratou do assunto. "Humor é sempre oposição. Esse é o papel do artista: incomodar os poderosos. Onde estavam essas pessoas quando eu debochava da Dilma? Do Temer?", questiona Mendes.

"Eu amo meu público, mesmo aqueles que votaram no Bolsonaro. Mas não posso e não vou me calar diante do que está acontecendo hoje no Brasil", diz Gustavo.