Gay, negritude, pronomes neutros e sororidade: Olimpíadas mostram que o mundo tem esperança

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Douglas Souza, Rayssa Leal, Quinn e Margielyn Didal mostram que o mundo pode ser melhor (reprodução / instagram @douglassouza @rayssalealsk8 @thequinny @marigielyndidal)
Douglas Souza, Rayssa Leal, Quinn e Margielyn Didal mostram que o mundo pode ser melhor (reprodução / instagram @douglassouza @rayssalealsk8 @thequinny @marigielyndidal)

A primeira semana dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 estão nos mostrando que o mundo ainda tem esperança (precisamos ter!) e momentos melhores após a pandemia que nos parou.

Nos jogos que propõe a união pela emoção, temos visto muito mais que isso. Representatividade (importa sim), empatia, amizade, parceria e descontração superam a competitividade e a rivalidade da luta por medalhas clássicas de disputadas esportivas ao redor do mundo.

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É a edição mais igualitária da história dos jogos olímpicos. As mulheres representam 49% e temos o maior número de atletas abertamente LGBTQIA+.

Inspirados por atletas sensíveis e extremamente competentes, listamos alguns momentos que já nos fizeram encher nosso coração de esperança e os olhos de lágrimas. Veja:

Precisamos discutir gênero

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Os espectadores do skate street e do futebol foram pegos de surpresa, em sua maioria, ao ouvir pronomes neutros durante a transmissão na TV fechada ou aberta. Nas competições de skate, Karen Jonz falou mais sobre as escolhas de tratamento da atleta Alana Smith.

Ela se entende como uma pessoa não-binária e, por isso, usa pronomes como ‘elu/delu’. “Vocês desculpem se a gente cometer alguns erros. É um assunto muito importante de ser apresentado aqui porque acredito que muita gente não saiba”, disse Karen durante a transmissão.

O mesmo aconteceu quando e atleta Quinn saiu de campo pela seleção feminina de futebol do Canadá em uma substituição. “Vou usar um pronome de Quinn para a entrada da Rose. Quinn que é uma pessoa trans não-binária, por isso a gente fala com o pronome neutro. Então, saindo Quinn para a entrada da Rose”, comentou Natália Lara na tela da Globo.

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O comentarista Conrado Santana também elogiou a atuação de jogadores utilizando pronomes neutros: “Elu jogou muito bem ali no meio campo, marcou demais.”

Sororidade e perseverança

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Aos 22 anos, Rebeca Andrade de ginástica artística se tornou a primeira medalhista olímpica mulher na modalidade e o fato se soma a ela ser negra, periférica, filha de mãe solo e ter conquistado o reconhecimento tocando funk ‘Baile de Favela’. Mas além do sucesso no pódio, em que ela subiu e competiu com o pé machucado, veio da arquibancada o sinônimo de sororidade.

Simone Biles, a favorita absoluta na competição - que desistiu de competir em prol de sua saúde mental —, estava gritando e pulando a cada passo correto que Rebecca dava nos aparelhos. Porque é sobre apoiar e puxar outra mulher. É sororidade. Após desistir de competir por medalha, ela não desistiu das companheiras de esporte ou se intimidou pela disputa.

Nosso vale! Divertido e responsável

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Douglas Souza, o cristal do time de vôlei do Brasil mostrou, nos três jogos que a seleção já fez, que ele não é só o gay engraçado, ou a diversão de heterossexual, ele é muito competente. Douglas tem feito a diferença todas as vezes que entra em quadra e consegue virar pontos em momentos delicados dos jogos.

Já nas redes sociais não se deixou intimidar pela pressão dos mais de 2,9 milhões de seguidores que ganhou na última semana e continua sendo divertido e descontraído como sempre. E profissional também.

Amizade além das conquistas

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As amizades das novas gerações também mostram que a genZ tem uma outra relação com o trabalho. Rayssa Leal, medalha de prata no skate street, gravou danças para sua conta no Tiktok com a também atleta filipina Margielyn Didal. Ela também mostrou todo o carinho que aprendeu no Nordeste ao abraçar a japonesa Momiji Nishiya, que ganhou o ouro.

Outro medalhista de prata, Kelvin Hoefler, chamou a atenção não só pela competitividade ou o apenas a disputa pelo campeonato, mas também pela torcida do colega de competição, o peruano Angelo Caro Narvaez. O latino celebrou e vibrou pela nossa vitória.

Maternidade naturalizada

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A maternidade não é uma doença ou um impedimento, salvas as devidas situações, e isso foi muito bem representado pela participação da comentarista e ex-atleta comentando os jogos da seleção feminina de futebol. Entre um passe e outro ela foi pegar o filho, Bento, de três meses, e foi surpreendida.

“Galvão, o Bento gorfou na minha roupa inteira”, disse sem peso nenhum na consciência durante a transmissão ao vivo da TV Globo. Nas redes sociais o momento foi recebido com humor e nada além disso. Bebês gorfam, mães ninam, e a bola segue.

Sexualização no esporte

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Os jogos olímpicos colocaram em voga uma inquietação antiga de muitas atletas ao redor do mundo: a sexualização dos seus uniformes. Atletas da seleção de handebol de praia da Noruega se recusaram a jogar o campeonato Europeu de Biquíni e foram multadas pela federação do seu país em R$ 9 mil.

A cantora P!nk se ofereceu para pagar a multa e incentivou as atletas a levantar discussões sobre um ponto em que elas devem ser ouvidos e seus corpos respeitados. A pauta também foi reverberada em vários esportes durante os jogos olímpicos como: ginástica e vôlei de praia.

A equipe alemã de ginástica feminina, inclusive, competiu em Tóquio com um traje que cobria as pernas e não com o típico maiô utilizado pelas atletas em competições.

Os tempos são outros e está mais do que na hora de entendermos isso. A gente quer se ver, ver os outros e compartilhar.

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