Olheiras: descubra quais são os 4 tipos e como tratá-las

(Foto: Getty Images)

Por Natália Leão (@natileao_)

Faça uma lista: quais são as 5 características faciais que dão a uma pessoa a aparência de cansaço? Provavelmente as olheiras estarão no topo dessa lista. Mas, apesar de estarem ali depois de uma noite em claro, existem vários fatores responsáveis pelas olheiras. A predisposição genética é um.

“Pessoas que possuem pais com olheiras têm mais chances de apresentarem o problema durante a vida. Mas, como a área dos olhos é a região mais fina e sensível do rosto, os maus hábitos também contribuem para o aparecimento da hiperpigmentação periorbital, ou seja, a produção e acúmulo de melanina abaixo dos olhos, levando à coloração mais escura da região”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff.

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Segundo a especialista, outra causa das alterações é o acúmulo de hemossiderina, pigmento presente no sangue responsável pela coloração arroxeada das olheiras, que ocorre quando a circulação sanguínea local não funciona corretamente.

A dermatologista Thais Pepe complementa dizendo que as olheiras também podem surgir com o envelhecimento, pois a pele da região torna-se mais flácida, com o surgimento de rugas e acúmulo de bolsas de gordura locais, além de sulcos profundos, que criam sombras e volumes em desarmonia. Ao invés de cobrir as olheiras com maquiagem todos os dias, o ideal é consultar um médico para para identificar qual o tipo da sua e conhecer os melhores tratamentos.

1. Olheira pigmentar

“É a olheira causada pelo excesso, na pele, do depósito de melanina, pigmento que dá cor ao tecido. Geralmente, esse tipo de olheira apresenta uma cor amarronzada e costuma aparecer em pessoas de fototipo alto, com tendência genética para o desenvolvimento de olheiras ou com rinite alérgica”, explica Paola. Já Thais diz que o tratamento mais indicado é o peeling com ácido tioglicólico, que possibilita o clareamento da área abaixo dos olhos, podendo ser feito em sessões semanais ou quinzenais.

2. Olheira estrutural

“Esse é o tipo de olheira acontece pela presença de goteira lacrimal profunda ou pela falta de tecido abaixo dos olhos, sendo assim possível visualizar o músculo que está por baixo da pele devido a transparência da pele”, diz Paola. A profundidade gera uma “sombra” que piora ainda mais a olheira. “O preenchimento com ácido hialurônico, técnica que tem o objetivo de nivelar a pele abaixo dos olhos com o resto da face, dando volume à área, apresenta resultados visíveis em poucos dias”, completa Thais.

3. Olheira vascular

“A olheira vascular é causada pelo acúmulo de hemossiderina ou pelo aumento de vasos sanguíneos na região dos olhos”, explica Paola. Esse tipo de olheira caracteriza-se por tons azulados, arroxeados ou avermelhados, devido à coloração do pigmento sanguíneo, e tendem a aparecer após uma noite de sono ruim, em quem tem hábito de coçar os olhos com frequência ou em pessoas que estão cansadas, além de piorarem com quadros de rinite alérgica, tabagismo e alimentação rica em sal. “Nesses casos costumamos recomendar o tratamento com luz intensa pulsada, que gera calor no local e possibilita a destruição dos pigmentos de melanina e hemoglobina em partículas menores, que são absorvidas pelo corpo”, explica Thais.

4. Olheira mista

“É o tipo mais comum de olheira e acontece quando há a soma de um ou mais fatores que causam a alteração, sendo agravadas também por motivos como tabagismo, álcool e noites mal dormidas,” conclui Paola. Nesses casos, a orientação médica é adotar um estilo de vida mais saudável, com sono adequado, alimentação saudável, prática de atividade física e hidratação da pele.