"Olha, eu sou egoísta": Tom Hanks fica ranzinza em "O Pior Vizinho do Mundo"

Por Rollo Ross e Danielle Broadway

LOS ANGELES (Reuters) - O cara mais legal de Hollywood, o ator Tom Hanks, está quebrando o padrão ao interpretar um personagem rabugento em "O pior vizinho do mundo".

Seu personagem, Otto Anderson, é um homem de 60 anos que planeja acabar com sua vida após a morte de sua esposa e aposentadoria forçada. Mas acaba fazendo amizade com seus vizinhos e vendo a vida através de lentes mais positivas.

A comédia dramática é adaptada do romance sueco de 2012 "Um homem chamado Ove”, de Fredrik Backman, que se tornou o filme indicado ao Oscar de 2015.

"O pior vizinho do mundo", dirigido por Marc Forster, chega a cinemas selecionados na próxima sexta-feira.

Hanks, que ganhou o Oscar de melhor ator por "Forrest Gump" e "Filadélfia", disse à Reuters que nenhum teste foi necessário para seu papel, já que ele e sua esposa Rita Wilson compraram os direitos de adaptação do romance e do filme para o público americano.

"Olha, eu sou egoísta. Sou um ator egoísta e competitivo e reconheço um bom papel quando vejo um, e não acho que ninguém mais foi considerado para o papel", disse Hanks. "Porque eu disse egoisticamente: 'Sei exatamente o que quero fazer aqui, sei exatamente como ser não apenas mal-humorado, mas também sempre correto'."

Quando o público conhece Otto, ele julga seus vizinhos por vários motivos, desde cachorros fazendo xixi no gramado da frente até vans dos correios estacionando na rua.

Gostando de seu personagem teimoso, Hanks disse: "Se há alguém neste filme que está certo 100% do tempo, é Otto e eu gosto de interpretar o cara que está sempre certo."

Liberar seu lado rude foi catártico para Hanks.

"O que é libertador é poder usar a linguagem corporal que diz a mesma coisa. Um suspiro bom e frustrado é quase tão bom quanto uma daquelas respirações de ioga, você sabe onde deve limpar tudo", disse o ator.

(Reportagem de Rollo Ross e Danielle Broadway)