O telejornalismo vive dias agitados

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William Bonner e Renata Vasconcellos na bancada do ‘Jornal Nacional’ (Foto: Divulgação/Globo)
William Bonner e Renata Vasconcellos na bancada do ‘Jornal Nacional’ (Foto: Divulgação/Globo)

Quem acompanha as redes sociais volta e meia topa com algum comentário acusando a imprensa de ser responsável pela atual situação – política e econômica – pela qual o país vem passando. Há quem diga que o jornalismo é golpista, há quem insinue que ele é pró-esquerda, e não faltam os que enxergam mirabolantes conspirações nas redações dos jornais e telejornais brasileiros.

A vítima preferencial dos ataques não poderia ser outra: “Dona Rede Globo”, como diria o personagem militante interpretado por Marcelo Adnet no humorístico ‘Tá no Ar’. E dentro da emissora o alvo predileto do apedrejamento virtual é o ‘Jornal Nacional’. Para os comentaristas da internet, William Bonner seria o porta-voz de interesses escusos, quando não a voz do capiroto.

Verdade que às vezes fica difícil enxergar imparcialidade no jornalismo global. Acho, contudo, o ‘Jornal da Globo’ um tantinho mais incômodo nesse aspecto do que o ‘JN’. As análises de Carlos Alberto Sardenberg e William Waack às vezes tendem a ser por demais catastróficas. Ou não – depende de quem estão falando…

Já o ‘JN’, justiça seja feita, se não é imparcial (e o que é a imparcialidade, afinal?), pelo menos tenta fazer uma cobertura mais extensa dos fatos. Nos últimos dias, com a crise política instaurada, o jornalístico tem se alongado e afetado toda a grade da emissora. O fato é que assunto não tem faltado para preencher o programa.

Já os telejornais dos outros canais raramente têm ido além do arroz-com-feijão costumeiro. ‘Jornal da Record’ não gasta mais que um bloco com as notícias da política nacional; No SBT, o telejornalismo foi definitivamente relegado ao segundo plano; e a Band assumiu uma postura editorial de “calma lá com a indignação, pois o país está se recuperando e blábláblá”.

De fato, se tem algo incômodo na maioria dos telejornais é essa vontade de “passar o pano”, deixar para lá, tentar passar rapidamente pelos assuntos incômodos. Nos bastidores das redações há quem defenda a tese de que muita notícia ruim pode acabar afastando o telespectador. Mas jornalismo não é – não deveria ser, pelo menos – ficção. Sua função é entregar a mensagem seja ela boa ou não.

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Ainda tem muita água para rolar por debaixo da ponte nos próximos dias – um presidente que pode ser afastado, uma porção de figuras públicas na iminência de ir para a cadeia. Esperemos que os telejornais façam sua parte informando e esclarecendo os fatos. É o básico do jornalismo.

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