O que você precisa saber para começar o domingo

Ricardo Moraes/Reuters

Casos de coronavírus avançam no Brasil; Argentina tem primeira vítima fatal pela doença; Bolsonaro irrita chefes de poderes ao chamar para manifestação do próximo dia 15.

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Veja o que você precisa saber para começar o domingo:

Coronavírus avança no Brasil

O Ministério da Saúde confirmou nesse sábado (7) mais seis casos do novo coronavírus no país, passando de 13 para 19 diagnósticos confirmados. Há registros em São Paulo (13), Rio de Janeiro (2), Bahia (2), Espírito Santo (1) e Distrito Federal (1). Em Brasília, uma paciente (de identidade não divulgada) está em estado grave na unidade de terapia intensiva do hospital regional da Asa Norte, e respira com ajuda de aparelhos. "Ela apresenta síndrome respiratória aguda severa e tem comorbidades, que agravam o quadro clínico", afirma boletim médico divulgado pela secretaria da saúde do DF. Há 673 casos sob suspeita no país — outros 601 já foram descartados.

Vítima fatal de coronavírus na Argentina

Um homem de 64 anos morreu neste sábado (7) na capital argentina pelo novo coronavírus, tornando-se a primeira vítima fatal da doença na América Latina, reportou a imprensa local. O falecido, originário de Buenos Aires, retornou recentemente da Europa e tinha sido hospitalizado após ir ao médico com sintomas de febre, tosse e dor de garganta, segundo fontes coincidentes citadas pela imprensa local. A Argentina reportou outros oito casos de coronavírus.

Hotel desaba na China

Um hotel usado para quarentena de pessoas com possíveis casos de coronavírus desabou na China, na cidade de Quanzhou, província de Fujian. Cerca de 70 pessoas ficaram presas sob os escombros do prédio. Segundo autoridades de Quanzhou, 34 pessoas já foram resgatadas. O hotel Xinjia desabou por volta das 19h30, em horário local. Com 80 quartos, o hotel foi transformado, recentemente, em um ponto de acolhida e de quarentena para pessoas que tiveram contato com pacientes com o covid-19, segundo informações da mídia estatal chinesa.

Bolsonaro chama para manifestação

A declaração do presidente Jair Bolsonaro nesse sábado (7) a favor dos protestos do dia 15 desagradou os presidentes da Câmara, do Senado e do STF (Supremo Tribunal Federal). Nos bastidores, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o ministro Dias Toffoli manifestaram a aliados descontentamento e indignação com o gesto de Bolsonaro.

Bolsonaros minimizam mortos em lista de partido

Um erro de registro: assim o presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), atribuíram o fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter identificado ao menos sete assinaturas de pessoas mortas na lista de apoio para a criação do Aliança pelo Brasil. Em frente ao Palácio da Alvorada, nessa sexta (6), Bolsonaro justificou: "São sete mortes. Um, o cara lá assinou a ficha e, na semana seguinte, teve uma acidente de motocicleta. Morreu. Os outros meia dúzia... Só sete, né? De não sei quantos mil, 50 mil. Sete apenas. Era CPF errado, a numeração errada, só isso aí", definiu.

“Jogo democrático”

Um dos membros do governo Bolsonaro afirmou em uma reunião internacional, nessa sexta (6), que a "divergência" entre o presidente Jair Bolsonaro e a imprensa faz parte do "jogo democrático". A declaração foi feita por Alexandre Magno, secretário-adjunto de Políticas Globais do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA).