O que você precisa saber para começar a quinta-feira

Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Bolsonaro volta a elogiar a ditadura militar, novo PGR troca afagos com o presidente e Lava-Jato na berlinda.

Confira o que você precisa saber para começar a quinta-feira (03):

Nas mãos de Deus

Jair Bolsonaro declarou que pede a Deus para que o Brasil não “flerte mais com o socialismo”. O presidente disse que “mais importante do que resgatar a liberdade e paz na Venezuela” é distanciar nossos vizinhos daquilo que vive “nosso querido povo venezuelano”. Ele voltou a exaltar a ditadura militar brasileira e Carlos Alberto Bilhante Ustra, primeiro militar condenado por sequestro e tortura durante o regime.

Troca de afagos

O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, 60, trocou elogios com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que o nomeou. Os afagos ocorreram durante solenidade de posse de Aras na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Uma das atribuições do PGR é investigar e denunciar políticos com foro especial, incluindo o presidente da República.

Reforma da Previdência

Horas depois da reforma da Previdência avançar no Senado, o presidente Jair Bolsonaro lamentou a necessidade de fazer mudanças no atual regime de aposentadorias. Em conversa com um grupo de simpatizantes, na entrada do Palácio do Alvorada, ele disse não haver "plano B" para o déficit previdenciário e ressaltou que gostaria "de não ter de mexer em muita coisa".

Lava-Jato na berlinda

Por sete votos a quatro, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram a favor do entendimento para que réus alvos de delação premiada tenham direito a apresentar alegações finais posteriormente a réus delatores, numa derrota que a corte impõe à operação Lava Jato.

Combatendo a corrupção?

Um dos presos na Operação Armadeira, desdobramento da Lava jato que apurou irregularidades envolvendo servidores da Receita Federal, o auditor Marco Aurelio da Silva Canal ministrava palestras contando sobre sua atuação junto à Lava Jato e exaltando o enfrentamento da corrupção no Brasil.

Fla e Gaúcho se distanciam

Além de se queimar com parte da torcida, Renato Gaúcho fechou suas portas no Flamengo enquanto Rodolfo Landim, Marcos Braz e companhia estiverem à frente do clube. Tudo por causa da série de provocações das últimas semanas contra tudo e todos na Gávea. O treinador conseguiu desagradar a todos na cúpula rubro-negra. O mais curioso é que o atual grupo político que comanda o Fla tinha em Renato Gaúcho a primeira opção quando venceu a eleição de dezembro passado.