Príncipe George está mudando de escola; o que um futuro rei estuda?

Rainha Elizabeth II e seus sucessores no trono: Charles, William e George (Foto: Ranald Mackechnie / Buckingham Palace / AFP)
Rainha Elizabeth II e seus sucessores no trono: Charles, William e George (Foto: Ranald Mackechnie / Buckingham Palace / AFP)

Resumo da Notícia:

  • Rainha Elizabeth II está completando 70 anos de reinado e informações dão conta que ela passará a coroa

  • Na linha sucessória direta estão o príncipe Charles, o príncipe William e o príncipe George

  • Os futuros monarcas são ensinados a governar e não necessáriamente em uma carreira escolar normal

A rainha Elizabeth II está prestes a celebrar seu jubileu platina, que representa os 70 anos como monarca, e adiantou indiretamente durante sua última mensagem de Natal que pretende se aposentar. Charles e William, seus sucessores naturais, já estão prontos para assumir o trono, mas neste ano o pequeno George, de 8 anos, começou seu treinamento para um dia ascender ao posto.

Diferente de todas as outras crianças do Reino Unido, o monarca que pode chegar ao trono não estuda em uma escola regular como conhecemos. Eles são literalmente treinados para governar como um chefe de estado da hora que são empossados até sua morte. Sim, mesmo ‘aposentado’, ume monarca vivo (que não abriu mão do trono) tem que ser respeitado.

A rainha Elizabeth II, por exemplo, começou seu treinamento aos 11 anos no Palácio de Buckingham, a residência ‘oficial’ do detentor da coroa. Ela foi ensinada inicialmente por sua governanta, Marion Crawford, e depois por Henry Marte, que foi vice-diretor de um dos mais tradicionais colégios de Londres, o Eton College, que era exclusivo para meninos.

George será o primeiro (futuro) rei a ser ensinado em tempos completamente modernos. Seu avô, Charles, já tem 73 anos e seu pai, William, 40. O mais velho é o primeiro e único sucessor do trono a ter concluído um curso na universidade.

Ambos cresceram antes da popularização da internet e ainda precisaram lidar bastante com jornais tradicionais e a BBC, a imprensa oficial Britânica. O primogênito dos duques de Cambridge lidará, caso se torne rei, com a pós-verdade proposta pelos tempos digitais e as diversas redes sociais que já surgiram e ainda serão inventadas.

O que aprende um rei?

Mas, o que de fato um rei aprende? Um dos pontos principais que um futuro rei é ensinado é: tratar todas as pessoas iguais. Isso pode parecer um tanto incoerente quando se fala em monarquia, mas o rei (e vamos usar sempre o masculino porque todos os candidatos ao posto são homens), precisa dar o mesmo tratamento a um chefe de estado e a um súdito.

Sua principal função neste ‘trabalho’ é servir à coroa e seus súditos antes de si mesmo. Para tanto, é preciso não fazer distinção de posição social e ter conhecimento suficiente para lidar bem com todas as diversas situações.

Por isso, um futuro monarca não aprende necessariamente questões como física, química, biologia ou matemática mais avançada. Mas sim: política, antropologia, geografia, ciências sociais, economia local e global e outras áreas ligadas à gestão, já que é ele que administrará a fortuna destinada à família real.

Além disso, a atual rainha também aprendeu mecânica. Ela usou os conhecimentos para consertar caminhões durante o período que serviu ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Além da função, ela ainda dirigia os veículos no Serviço Terrestre Auxiliar.

Todas as nuances da política são o ponto de maior atenção, pois é função do monarca abrir e fechar o ano parlamentar, dissolver e ‘promulgar’ um novo parlamento e é a ela que o primeiro-ministro se reporta semanalmente sobre os andamentos do país. O político forma o governo em nome do monarca. É também ele quem declara guerra à outra nação ou anuncia seu fim e pode representar o Reino Unido em eventos oficiais com outros chefes de estado.

O ensino do futuro rei começa quando criança, mas segue por toda a vida. É necessário que o monarca esteja atento aos anseios dos seus súditos e que saiba se posicionar, quando necessário, em questões globais como a defesa do meio ambiente e a proteção dos direitos humanos.