O que é gaslighting? Internautas acusam Arthur Aguiar no "BBB 22"

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Arthur Aguiar é chamado de manipulador (Foto: Reprodução/Globo)
Arthur Aguiar é chamado de manipulador (Foto: Reprodução/Globo)

O comportamento de Arthur Aguiar nos jogos da discórdia do "BBB 22" sempre rendem comentários nas redes sociais. Nesta segunda-feira (21), internautas acusaram o ator de cometer "gaslighting" e "manterrupting" com Laís. Os termos ficaram entre os mais buscados do Google e comentados do Twitter.

Em um trecho da discussão entre Arthur e Laís, o ator afirma: "Todas as vezes que você me chamou no jogo da discórdia, você criou situações que não existiram". A médica, por sua vez, reclama de não conseguir concluir seus pensamentos: "Toda vez que estou falando, você me interrompe".

A conversa gerou gatilhos em várias mulheres que já sofreram relacionamentos abusivos. A ex-BBB e jornalista Ana Paula Renault está entre as pessoas que se incomodaram. Ela escreveu em seu Twitter que as "falas de Arthur são perturbadoras": "Gaslighting total. Manterrupting. Que gatilho horroroso", publicou.

Empenhada na votação, a equipe de Laís também falou sobre o termo no perfil da sister.

No passado, a esposa de Arthur Aguiar chegou a gravar vídeos dizendo que vivia um relacionamento abusivo com o artista. Arthur traiu Maíra Cardi mais de 16 vezes, mas conquistou seu perdão logo depois. A coach acredita na mudança dele e o defende com unhas e dentes dos ataques. Os dois jogam juntos e a influenciadora até desenvolve estratégias para ajudá-lo aqui fora.

Na tarde desta terça-feira (22), inclusive, Maíra se manifestou no Instagram. "Por que quando o Arthur fala é crime e quando qualquer outro fala é jogo? Apelação. Jogo sujo, jogo baixo. Usar de algo tão sério para descredibilizar alguém. Arthur sempre foi muito coerente e impecável em todas as suas colocações. Eu não tinha a menor ideia que o 'BBB' se tornaria uma guerra política", disparou.

Jogo do ator gera dúvida

Em uma conversa exibida na edição desta segunda-feira (21), Eslovênia chegou a admitir que teme conversar com Arthur. "Estou falando sobre usar palavras que talvez não fossem certas no momento, mas você entendeu o que eu estava querendo dizer. Percebo isso e aumento meu receio de falar contigo. Tenho medo de falar uma palavra errada e tu focar mais na palavra do que no que eu quero falar".

Laís, Jade Picon, Jessilane e outras mulheres da casa também já questionaram o comportamento do artista, principalmente no tratamento com as mulheres. Há quem diga, inclusive, que Arthur age diferente quando discute com Gustavo. Lina acredita que o ator se preparou muito para o programa.

"Ele fala da relação com a esposa dele. Ela é uma coach, que investiga ali. Quando ouço ele falando disso, parece que ele se preparou muito para chegar aqui e manter uma postura, fazer isso com a gente. No trabalho que a esposa dele faz, ela pega uma coisa que você traz e vai investigar o que aquilo quer dizer. Eu sinto que ele acaba fazendo isso e fica muito protegido neste lugar", avaliou.

Mesmo com as acusações, é importante dizer que o brother segue como um dos favoritos ao prêmio. Nem todo mundo concorda com as críticas. Laís faz parte do quarto Lollipop e já se confundiu, de fato, ao repassar informações pela casa. A equipe de Arthur Aguiar publicou um vídeo com um compilado de alguns desses momentos.

Em entrevista ao Yahoo!, a psicóloga Maria Rafart prefere não tirar conclusões sobre o comportamento de Arthur Aguiar no "BBB 22", mas afirma que é possível perceber quando se é vítima de "gaslighting".

"Quando você duvidar de si própria, para e pensa: se eu estivesse fora, vendo essa situação lá de cima, como eu veria essa situação? Quando a gente tira a emoção fica mais fácil perceber. Veja opiniões de pessoas próximas, do seu grupo de apoio. Veja o que elas pensam. Por melhor que seja o manipulador, a verdade dele não é absoluta", enfatiza.

O que é gaslighting?

O termo é usado para explicar situações em que a saúde mental da mulher é questionada por um homem, a ponto de a própria mulher duvidar de sua sanidade e da sua capacidade de fazer as coisas sozinha.

Por ouvir várias vezes as frases “você está louca”, “você está exagerando” ou “isso é coisa da sua cabeça”, a mulher começa a passar a achar que ela é a errada em todas as situações. O ato é considerado um tipo de violência emocional que acontece com uma manipulação do psicológico da mulher.

A palavra surgiu depois da peça Gas Light. Nela, o personagem de um homem manipulava a mulher dele de uma forma mental. Ele diminuía a intensidade das luzes da casa para que ela começasse a duvidar da sua sanidade mental.

O que é manterrupting?

O termo diz respeito às situações em que a mulher está falando algo e é interrompida por um homem sem que ela consiga concluir a sua ideia. A palavra surgiu da junção das palavras man (homem) e interrupting (interrupção), em inglês.

Várias mulheres já passaram por isso, principalmente no ambiente corporativo. Muitas delas se deparam com homens que interrompem suas ideias durante uma reunião, por exemplo, mas que não fazem o mesmo com outros homens.

Violência contra a mulher

Segundo Gabriela Manssur, promotora de justiça de São Paulo, todo caso de violência contra a mulher começa com o abuso psicológico. Por isso é preciso se atentar aos sinais. Muitas mulheres que dependem não só financeiramente, mas emocionalmente dos parceiros, acabam deixando que uma situação de violência se torne corriqueira, tornando-se uma presa fácil para o agressor.

"Todos os casos começam com uma violência psicológica, um relacionamento abusivo, uma culpa, você é exagerada, você é louca, ninguém gosta de você, fazendo a mulher se sentir louca e culpada, isso vai evoluindo, é uma manipulação", afirma.

Em caso de violência, denuncie!

O Ligue 180 é um canal gratuito e completamente confidencial. Por isso, ao menor sinal de violência doméstica, é recomendado que seja feita uma ligação para o telefone ou para a Polícia Militar (190). O Disque 100 também pode ser usado para fazer denúncias que estejam relacionadas à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Os canais funcionam 24 horas por dia e durante todos os dias da semana. Além disso, as denúncias podem ser feitas de qualquer lugar do Brasil. Os canais também acolhem as vítimas, analisam os casos e encaminham as denúncias aos órgãos de proteção que ajudam as vítimas.

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