O que é depressão?

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Considerada uma das principais doenças desta época em que vivemos, a depressão é democrática: atinge pessoas de todas as idades, classes sociais e estilos de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 5,8% da população brasileira viva com algum tipo de depressão. Apesar de ser muito mais conhecida atualmente, ainda é muito comum que pacientes e pessoas ao redor não levem a sério quadros depressivos, que podem se agravar sem o cuidado necessário. Depressão pode e deve ser tratada, e cada caso precisa ser analisado por profissionais.

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Ter depressão e estar verdadeiramente deprimido não significa apenas se sentir triste por algum motivo. “A depressão pode ser caracterizada pela constância de uma ‘permanente’, imutável e longa tristeza. Uma condução clínica persistente, a tristeza da depressão não termina, ela é constante. Um sentimento/sensação de estar sempre ‘para baixo’ como falamos popularmente”, explica o psicólogo Alexander Bez.

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A depressão também pode existir em formas leves, moderadas ou graves, dependendo da intensidade dos sintomas. Existem até 8 tipos de depressão, como depressão pós-parto, depressão crônica, bipolaridade, e depressão sazonal (intensificada no inverno), por exemplo. Cada caso deve ser avaliado particularmente com profissionais.

É muito importante, no entanto, que os episódios depressivos sejam tratados desde o início e desde as manifestações mais leves do transtorno, que podem ser desencadeadas por algum fator específico na vida da pessoa, como uma crise financeira ou a perda de um ente querido. As depressões mais leves podem ser caracterizadas por oscilações de humor, de sono e falta de entusiasmo para realizar atividades do dia a dia, como se exercitar ou cozinhar.

Outros sintomas que podem ocorrer em casos de depressão são: alteração no apetite, cansaço, falta de energia, falta de concentração, pensamentos e sensações muito negativos.

Woman lying in bed, trying to sleep
Cansaço e falta de energia também são sintomas de depressão. Foto: Getty Images

Vale ressaltar, portanto, que nem toda pessoa com depressão passa a maior parte de seu tempo na cama, ou se sentindo triste. É possível que se tenha momentos de diversão e de bem-estar e, ainda assim, passar por períodos mais desgastantes e sem perspectivas dentro de um quadro depressivo.

Mas há também formas mais intensas do problema. A depressão chamada de “endógena”, interna, se constitui como um transtorno do sistema nervoso. A produção de hormônios fica alterada, e o paciente se sente sem vontade de ter uma vida funcional, muitas vezes sem ânimo para atividade alguma, como levantar da cama e fazer higiene pessoal, por exemplo.

“A depressão líquida a vontade da pessoa viver e produzir, como se ela sugasse todas as energias e vontades. Pode levar a pessoa a um estado de privação total, uma postura de isolamento social compulsório, em que o indivíduo vai se afastando de tudo e de todos. Há prejuízos desde a higiene até à tomada de medicação. Simplificando, a pessoa perde literalmente o interesse pela vida. Passa a abandonar todos os seus projetos. Em relação ao corpo, a depressão também pode limar as células protetoras de defesa do corpo, favorecendo o aparecimento de outras doenças. Sem o tratamento adequado, ela leva a circunstâncias fatais”, exemplifica o profissional.

Infelizmente, não há ainda uma solução simples para depressão, algo que se possa fazer para que o transtorno desapareça rapidamente. Segundo Bez, não existe cura, mas sim controle da depressão. Ou seja, a pessoa diagnosticada, que inicia tratamento, pode evoluir e ter ótima redução de seus sintomas, com vida normal e sociabilização.

Mas, para isso, é preciso que se dê a atenção devida à situação. Não deixar que os sentimentos e pensamentos negativos cheguem a níveis muito críticos e procurar profissionais, tanto para terapia quanto para eventual medicação, é essencial.

“O tratamento só pode ser realizado por profissionais das áreas da saúde, podendo ser administrado com antidepressivos. Paralelamente, na maioria dos casos, um preenchimento total de tarefas ocupacionais mais atividades físicas ajuda neste processo”, afirma o psicólogo.

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