Blue beauty: conheça o novo movimento da beleza sustentável

Marcela Rodrigues
·4 minuto de leitura
Desafio do Blue Beauty: reduzir o plástico gerado pela nossa rotina de beleza
Desafio do Blue Beauty: reduzir o plástico gerado pela nossa rotina de beleza

Slow beauty, Clean Beauty, Green Beauty...São muitas as definições globais que vem surgindo nos últimos dez anos para, em comum, propor uma relação mais atenta e responsável envolvendo a nossa rotina de beleza. Agora, temos mais um: Blue Beauty (beleza azul, em tradução livre). O alvo: a redução de plástico. A motivação: a crise climática!

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Sob o guarda-chuva de uma beleza mais consciente, a preocupação com os ingredientes suspeitos e pós-consumo, considerando as embalagens e o descarte delas, andam lado a lado. Mas foi pensando na urgência, e na evidência neste segundo ponto, que americana Jeannie Jarnot fundou o movimento Blue Beauty pensando na na conservação do oceano por meio da redução de geração de plásticos.

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Jeannie costuma definir em entrevistas e palestras que o propósito da ideia não é apenas com produtos menos prejudiciais às pessoas e ao meio ambiente, mas também que retribuem à saúde do planeta de alguma forma. Esta é a parte mais desafiadora.

O que as marcas nacionais tem feito?

Plástico: nem dentro, nem fora dos produtos
Plástico: nem dentro, nem fora dos produtos

Se você chegou a pensar “nossa, mais um movimento, mais um termo!”, te convido à reflexão. Sim, há muito sentido, afinal, o mercado de cosméticos ainda desenvolve produtos para serem adquiridos, usados e...descartados! Já pensou nisso? Até na seara da beleza limpa ainda há muito o que solucionar neste contexto. Poucas empresas se preocupam ou se responsabilizam com o pós-consumo.

Vale destacar marcas que oferecem refil, como a gigante Natura e a Bioart, entre outras. Recentemente até O Boticário lançou uma linha orgânica com plástico vegetal, cuja origem é a cana-de-açúcar, inovação já usadas por marcas que nasceram conscientes, como Almanati e AhoAloe.

Enquanto isso, algumas recebem de volta as embalagens, como o próprio O Boticário. No mercado green beauty nacional, a prática já é comum: a Cativa Natureza costuma transformar os frascos de shampoos em saboneteiras e até em peças a serem utilizadas na montagem de estandes de feiras que a marca participa; Natural do Barbosa, espaço dedicado a cuidados com cabelos em São Paulo, e a multimarcas online Use Orgânico, que recentemente abriu um espaço físico para experimentação e criou um espaço especial para o descarte.

E, claro, vale enaltecer as que investem nas embalagens de papel, como Simple Organic, Care Natural Beauty, e Baims, conhecida pelas maquiagens com design em bambu.

Mas como identificar um produto blue beauty?

Zero-waste, plastic-free beauty and makeup reusable and refillable bamboo and natural products for eco-friendly lifestyle, slow panning.
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Não há uma definição oficial os rótulos, e nem deve surgir, afinal o termo não é sinônimo de produto, mas de um movimento. No entanto, é possível pensar que um item que se conecta com o propósito do movimento geralmente tem fórmulas sem ingredientes que possam agredir o meio ambiente e, mais do que isso, prejudicar o ecossistema marinho: como derivados de petróleo, microesferas de plástico e benzofenona-3.

Na prática: cinco atitudes para reduzir o plástico da rotina de beleza

A beautiful latin young woman shopping with a basket in a zero waste store and reaching for some products.
A beautiful latin young woman shopping with a basket in a zero waste store and reaching for some products.

Eu costumo dizer, não podemos esperar o mercado todo mudar as embalagens. Podemos, nós mesmos, exercer a auto-responsabilidade. Como? Como já levantei aqui, uma beleza com menos lixo é possível, e a solução está nas pequenas escolhas.

  • Fique longe de cosméticos com plásticos e plastificantes: Polyethylene (Polietileno), Polythene (Politeno), PE ou Phenoxyethanol (Fenoxietanol), Phthalates (Ftalatos). São poluidores das águas e desequilibram o ecossistema marinho.

  • Use até a última gota: depois, se preciso, corte o produtos, use tudinho. Em seguida, lave bem. Se for de plástico, encaminhe para a coleta seletiva. Ou pergunte à marca\loja se ela receberia de volta. O Brasil é um dos países que menos recicla no mundo. Vamos fazer a nossa parte.

  • Sempre que possível, enalteça e compre de empresas que já oferecem plástico de origem vegetal (o mais famoso vem da cana-de-açucar) ou embalagens de papel. Mas, acima de tudo, fique de olho no impacto ambiental causado por toda a operação da empresa em questão.

  • Faça trocas inteligentes para além da bancada de cosméticos: troque a escova de dente de plástico pela versão de cabo de madeira ; o cotonete convencional pelo tipo que tem haste de papel ou bambu; e a esponja sintética pela bucha vegetal. Também vale lembrar dos aparelhos de barbear\depilar que são de difícil descarte. Adote um de metal, que é reutilizável.

  • Sempre fomos impulsionados a comprar muito. Para algumas pessoas, ainda é cool ostentar uma bancada do banheiro cheia de itens, muitas vezes com a mesma função. Se reduzimos o consumo, reduzimos as embalagens!

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