O que é "Adenocarcinoma", condição que afeta a cantora Preta Gil?

A cantora foi diagnosticada com a condição e está internada desde a quinta-feira (5)

Preta Gil foi diagnosticada com adenocarcinoma intestinal (Daniel Pinheiro/AgNews)
Preta Gil foi diagnosticada com adenocarcinoma intestinal (Daniel Pinheiro/AgNews)

Resumo da notícia:

  • A cantora foi diagnosticada com adenocarcinoma intestinal

  • O câncer pode atingir diversos lugares do trato digestivo

  • Essa condição é o segundo tipo de câncer que mais atinge mulheres

Preta Gil revelou que foi diagnosticada com adenocarcinoma intestinal, um câncer na região do intestino. A artista estava internada desde quinta-feira (5), quando deu entrada em uma clínica do Rio de Janeiro com fortes dores abdominais. Afinal, o que é a condição?

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Esse tipo de câncer costuma aparecer como uma pequena verruga e, em cerca de 10 anos, evolui para o adenocarcinoma, crescendo de tamanho. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), esse é o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres e terceiro em homens.

Sintomas e diagnóstico

Ainda de acordo com a SOBED, o câncer de intestino não costuma dar muitos sinais na fase inicial. No entanto, quando evolui, pode causar dor abdominal, como no caso de Preta, alteração do hábito intestinal (por exemplo, sangramento nas fezes), dor anal, emagrecimento, anemia e fraqueza. Em fases avançadas do câncer de intestino, ele pode gerar obstrução intestinal, sangramento, perfuração ou metástases em outros órgãos, ou seja, o câncer se espalhar para além do intestino.

O diagnóstico é feito através da colonoscopia, por isso, é importante realizar o exame logo no início de qualquer suspeita. O exame identifica lesões e os adenocarcinomas. Com a biópsia, fragmentos são retirados do órgão para confirmar o diagnóstico. A tomografia e ressonância também são exames complementares para o diagnóstico.

Tratamento

Em lesões superficiais, o tratamento pode ser feito com a remoção das fissuras durante a colonoscopia. Esses procedimentos se chamam polipectomia, mucosectomia e ressecção submucosa. Além disso, quadros mais graves precisam de cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva alerta que o tipo de tratamento depende do caso de cada paciente.