O que é a fisioterapia pélvica e por que ela ajuda gestantes?

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O que é a fisioterapia pélvica e por que ela ajuda gestantes? (Foto: Reprodução/ Getty Crative)
O que é a fisioterapia pélvica e por que ela ajuda gestantes? (Foto: Reprodução/ Getty Crative)

Também chamada de fisioterapia uroginecológica, a fisioterapia pélvica é um tipo de tratamento que cuida especificamente da musculatura conhecida pelo nome de assoalho pélvico, um grupo de músculos que fica na parte de baixo do quadril, entre o osso púbico e o cóccix.

A região desempenha importante na continência da urina, fezes e gases e para a função sexual adequada. Ela suporta os órgãos como bexiga, uretra e reto, e, junto com os músculos estabilizadores, também contribui para o suporte lombar e sacroilíaco e, consequentemente, para a manutenção de uma boa postura.

Para gestantes, fisioterapia pélvica traz muitos benefícios

Os exercícios indicados pelos profissionais dessa especialidade beneficiam todas as gestantes, independentemente da via de parto que escolherá.

“Pela formação do bebê, com a criação de líquido, placenta e outras substâncias, a gravidez gera uma sobrecarga no assoalho pélvico que vai se agravando com o passar dos meses. Os exercícios pensados para essa musculatura previnem possíveis disfunções, como uma incontinência urinária ou constipação, por exemplo”, explica Jessica Emer, fisioterapeuta pélvica e obstétrica, de Passo Fundo, RS. 

Mais do que a forte, a terapia, quando realizada corretamente, torna a região funcional. “A gestante ganha elasticidade e capacidade de ter força para cumprir ter o papel de sustentar o órgão, mas também de conseguir relaxar a musculatura quando necessário”, aponta Mariana Della Valentina, Fisioterapeuta pélvica de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Além disso, a fisioterapia pélvica também ajuda a prevenir que a diástase, uma condição em que os grandes músculos abdominais se separam, seja mantida mesmo após o parto.

“Esse é um mecanismo que acontece normalmente durante qualquer gravidez, porém o ideal é que o abdômen retome sua função depois que aquela pessoa der à luz”, indica Emer.

No pós-parto, as técnicas oferecidas pela fisioterapia pélvica também ajudam a prevenir complicações e a ter uma recuperação mais rápida.

“Recomendamos que as pacientes voltem ao consultório para reavaliar musculatura pélvica, para checarmos a diástase e se tem necessidade de reforço muscular, o que geralmente acontece. Também é comum que indiquemos atividades físicas como pilates, natação, caminhada ou outras, a depender da pessoa, como tratamento secundário”, diz Della.

Quando a gestante pode começar a fazer fisioterapia pélvica?

Normalmente não tem contraindicação de inicio, mas é necessário a liberação médica pelo obstetra que acompanha a gestante. “Acaba sendo orientado a partir da 13º semana, quando já se passaram mais de três meses e é contraindicado em qualquer caso de gravidez de risco”, diz Della.

Como são os exercícios da fisioterapia pélvica?

Em geral, são movimentos focados em melhorar a mobilidade do quadril e da pelve, que são muito importantes para facilitar a descida e o encaixe do bebê, além da funcionalidade do corpo da mulher como um todo, ou seja, visando mobilidade, força e bem-estar. “Os exercícios são passados de forma individualizada, a depender do que a avaliação de cada gestante mostra”, esclarece a fisioterapeuta Jessica Emer.

Agachamentos, ficar de cócoras e alongamentos são exemplos de exercícios visando diferentes musculaturas. Já para a preparação vaginal, indica Emer, há a massagem perineal, feita geralmente a partir das 34 semanas, de forma intravaginal para favorecer a mobilidade e o relaxamento da musculatura vaginal. Aparelhos similares à pequenas sondas e outros acessórios também podem ser utilizados para treinamentos específicos, como uma simulação de “expulsão” do bebê.

Em quais outros quadros a fisioterapia pélvica pode auxiliar?

  • Para crianças (desfralde, questões urinárias ou fecais na infância);

  • Para homens em pré-operatório de prostatectomia e problemas urinários;

  • Questões de sexualidade (vaginismo, dispareunia, vulvodínia)

  • Queixas dores pélvicas a endometriose

  • Incontinência urinária e fecal

  • Constipação funcional (de causa muscular)

  • Prolapso genital (bexiga caída)

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