O parisiense Lido se despede de seu famoso cabaré

O Lido tem sido uma atração na Champs-Élysées desde 1946 (AFP/OLIVIER LABAN-MATTEI) (OLIVIER LABAN-MATTEI)

As bailarinas e os espetáculos de cabaré do famoso clube parisiense Lido, na Champs-Élysées, estão fadados a desaparecer depois que seu novo proprietário confirmou uma massiva demissão nesta quinta-feira (12).

O Lido, criado após a Segunda Guerra Mundial, atraiu multidões durante mais de sete décadas com suas mulheres altas vestindo pouco mais que plumas e salto alto.

Apesar de modernizar suas apresentações e adaptar-se aos novos tempos, o local vem perdendo dinheiro há anos e mudou de mãos no final de 2021.

O novo proprietário, o gigante francês da hotelaria Accor, comunicou na quinta-feira a demissão de 157 dos 184 empregados, entre eles sua companhia de balé, indicaram várias fontes à AFP.

"O Lido está acabado. Todo o pessoal artístico, cerca de 60 pessoas saíram", disse uma fonte sindical, que pediu anonimato.

A Accor tem a intenção de transformar o local em um lugar para outros eventos musicais.

Os bailes de cabaré apareceram pela primeira vez durante a "Belle Époque" francesa, no final do século XIX, quando a capital vivia uma efervescência cultural.

O Moulin Rouge segue sendo o cabaré mais conhecido da cidade, em grande parte devido a publicidade do filme homônimo de Bas Luhrmann em 2001.

O Lido sofreu um duro golpe com a pandemia de covid-19, quando as restrições o obrigaram a fechar temporariamente e paralisaram o turismo e as viagens internacionais, afastando sua principal clientela.

As mudanças na legislação sobre o bem-estar animal também acabaram com a presença de animais exóticos.

O espetáculo passou a ser considerado antiquado com as mudanças no tratamento das mulheres e restrições à nudez.

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