'O Grande Gatsby' será outra série a rever o passado com negros em vez de brancos

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BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Um dos maiores clássicos da literatura americana do século 20, o livro "O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald, vai ganhar uma adaptação para a televisão. A minissérie será escrita por Michael Hirst, criador de "Vikings", "The Tudors" e "Elizabeth", e promete trazer uma versão mais inclusiva de gênero, raça e orientação sexual para a história. Descrita como uma reimaginação do romance de 1925, a série deve seguir o mesmo caminho de "Bridgerton" e outras produções recentes, que chegaram às telas com uma visão revisada do passado que conhecemos. No caso de "Bridgerton", que passou a integrar a lista dos mais vistos da Netflix, a adaptação suscitou debates por apresentar uma aristocracia inglesa muito mais diversa do que ela foi na vida real, com negros no papel de nobres. Segundo o site Hollywood Reporter, a versão de Hirst vai explorar a comunidade negra de Nova York na década de 1920, bem como sua subcultura musical. "Hoje, enquanto os Estados Unidos busca se reinventar mais uma vez, é o momento perfeito de olhar com novos olhos para essa história atemporal, a fim de explorar seus famosos e icônicos personagens por meio das lentes modernas de gênero, raça e orientação sexual", disse o roteirista ao site. A produção da minissérie ainda terá a contribuição de Blake Hazard, bisneta de F. Scott Fitzgerald, como uma espécie de consultora. Ainda não há data prevista para o lançamento. "O Grande Gatsby" conta a história de Jay Gatsby, um milionário misterioso e obsessivo em sua missão de atrair Daisy, paixão antiga que se casou com Tom Buchanan, um homem rico e mau-caráter. Em 2013, a história do livro foi adaptada para os cinemas pelo diretor Baz Luhrmann, com Leonardo DiCaprio no papel principal de Jay.