O diretor de O Exorcista não exagerou ao chamar Um Lugar Silencioso: Parte 2 de clássico

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Foto: Um lugar Silencioso 2/ Divulgação
Foto: Um lugar Silencioso 2/ Divulgação

O primeiro Um Lugar Silencioso ganhou elogios efusivos de Stephen King, o mestre do terror literário. O sucesso do primeiro filme foi imediato e King foi acompanhado de boa parte da crítica especializada. A sequência chegou após os atrasos causados pela pandemia e outro grande nome resolveu dar as caras para elogiar o novo trabalho de John Krasinski: William Friedkin, o diretor de O Exorcista, que chamou o longa de "um clássico de horror".

Quando vemos essas frases em cartazes e trailers, a reação quase imediata é suspeitar do exagero. Neste caso, porém, é difícil dizer que Friedkin exagerou. É cedo para taxar um filme como esse de clássico? Talvez, mas há muito dentro do roteiro de Parte 2 que o botam na gama de filmes clássicos do gênero, a começar pela simplicidade da história, a condução segura da direção e principalmente o apreço pela atmosfera de suspense, que aqui extrapola o sentido auditivo e mergulha na tensão que as imagens e situações subjetivas permitem.

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A história aqui começa antes do apocalipse causado pelas criaturas que destroem tudo que ouvem - a sequência inicial é de uma tensão e grandiosidades impressionantes, mesmo sendo contida em uma pequena cidade dos EUA. Não tem parto ou mortes iminentes como no primeiro filme, mas um plano sequência de tirar o fôlego aliado a uma câmera frenética nas mãos de Krasinski, que atua ao lado de um impecável elenco principal liderado por Emily Blunt e a ótima Millicent Simmons. Cillian Murphy se une ao pequeno e silencioso núcleo humano, aqui ainda mais intenso e focado em pequenas situações.

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Talvez o grande acerto desta sequência seja se manter fiel ao aspecto econômico e quase independente do primeiro filme. As parcas uma hora e vinte e cinco minutos de projeção passam como um rápido episódio de suspense de um seriado no streaming, mas com a intensidade de um blockbuster digno de milhões em bilheteria. A cada cena ao lado da família Abbott, o sentimento de que sobreviver a hora seguinte é mais importante do que salvar o mundo - e isso faz Parte 2 ser tão intenso quanto qualquer clássico de terror.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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