Número de mortos por atropelamento em São Paulo cai durante pandemia

Redação Notícias
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Faixa de pedestre
Faixa de pedestre (Foto: Reprodução)

O número de pessoas mortas em atropelamentos em São Paulo caiu durante a pandemia do coronavírus. O alto índice que se mantinha estável desde 2016, de cerda de 400 mortes por anos, teve redução de 30% até outubro deste ano. As informações são da rádio CBN.

De acordo com a coordenadora de desenho urbano e mobilidade da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito, Hannah Machado, ouvida pela rádio CBN, o envelhecimento da população pode explicar a média de mortes por atropelamento.

"O idoso tem uma percepção do espaço mais prejudicada, então, ele demora mais tempo para ter uma reação. Por mais que tenham acontecido algumas medidas de melhoria da condição para o pedestre na cidade, a gente tem que intensificar ainda mais essas medidas de melhoria. O que é bom porque, se a gente melhora a infraestrutura para um idoso, na verdade, a gente está melhorando para toda a população."

Uma solução, na visão de Hannah, seria implementar limites de velocidade para áreas de comércio com movimento muito intenso. Ela sugere velocidade de 30 km/h.

"Não é só uma questão de trocar a placa. Poderiam ser feitas melhorias nas calçadas, praças, nas esquinas para que motoristas e motociclistas entendam que ali é um lugar que tem que dirigir com mais atenção, que a velocidade tem que ser menor porque tem uma alta concentração de acidentes."

Mais pedestres, melhores calçadas

Apesar da diminuição de deslocamentos por conta da pandemia, a proporção de pessoas que optou pela caminhada como principal forma de locomoção aumentou do ano passado para cá. Eram 6% e agora são 15% da população, de acordo com a última pesquisa de mobilidade da Rede Nossa São Paulo.

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No ano passado, 11 anos depois da lei que instituiu o Plano Emergencial de Calçadas, o prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou o decreto que definiu os trechos prioritários a serem requalificados, com a inclusão de elementos que melhoram a acessibilidade.

O decreto autorizou a prefeitura a executar obras inclusive nas calçadas particulares, o que era um entrave para a melhoria dos passeios. De acordo com a CBN, a meta é requalificar quase 7,5 milhões de metros quadrados até 2024.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando Chucre, o diferencial do programa é a adoção de critérios técnicos para a reforma das calçadas.

"Agora, as subprefeituras, de uma maneira geral, não têm autonomia, como tinham anteriormente, de fazer calçadas de acordo com demandas específicas. Ela tem ali um planejamento. Por critérios técnicos bastante objetivos: onde tem maior circulação de pessoas, próximo de terminais de ônibus, metrô e trem”, concluiu.