Número de brasileiros que tomariam vacina contra coronavírus é menor entre os que aprovam Bolsonaro

Anita Efraim
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Brazil's President Jair Bolsonaro rubs his mouth during a ceremony to commemorate Public Servant Day, at the Planalto Presidential Palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, Oct. 28, 2020. (AP Photo/Eraldo Peres)
Presidente Bolsonaro se recusou a comprar a vacina produzida pelo laboratório chinês SinoVac, desenvolvido em parceria com o Butantan (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Um levantamento feito pelo PoderData, do portal Poder 360, mostra que o índice de brasileiros que tomariam a vacina contra o coronavírus é menor entre aqueles que avaliam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como bom ou ótimo.

Foram feitas duas perguntas aos participantes: como avaliam o governo e qual a percepção entre a vacina contra o coronavírus. Entre os que consideram o governo ótimo ou bom, 47% disseram que tomariam a vacina.

Entre os entrevistados que avaliam o presidente como regular, 76% com certeza aceitariam a imunização. Já 71% que avaliam Bolsonaro como ruim ou péssimo com certeza tomariam a vacina.

Para os brasileiros que não tomariam a vacina, 33% avaliam o presidente como bom ou ótimo, 11% como regular e 17% como ruim ou péssimo.

Entre aqueles que estão indecisos em relação a tomar ou não a vacina contra a Covid-19, 20% consideram o presidente ótimo ou bom, 13% avaliam como regular e 11% ruim ou péssimo.

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Além disso, o levantamento também mostra que caiu o número de brasileiros que tomariam a vacina com certeza. Em julho, esse índice era de 85%, enquanto em agosto era de 82. Em outubro, chegou a 63%.

Por outro lado, subiu o número daqueles que não se imunizariam de forma nenhuma: em julho eram 8%, em agosto 7% e, em outubro, o índice está em 22%.

Jair Bolsonaro tem se pronunciado contra a obrigatoriedade da vacina contra o coronavírus, quando houver uma imunização comprovadamente eficaz. Além disso, o presidente vetou a compra da imunização desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac, desenvolvido em parceria com o Butantan.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de outubro por meio de ligações telefônicas. Ao todo, foram 2,5 mil entrevistas em 488 municípios em todos os estados brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.