Nova diretoria do PSL-RJ quer auditar contas do partido geridas por Flávio Bolsonaro

Eraldo Peres/AP

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nova diretoria começou a investigar as contas com a saída de grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro para formar o “Aliança pelo Brasil”.

  • Flávio presidia o partido quando as irregularidades, sobretudo na campanha de 2018, teriam ocorrido.

 No Rio, a nova diretoria do PSL quer auditar as contas do partido ano que vem. O grupo assumiu depois de a ala do partido mais ligada ao senador Flávio Bolsonaro debandar para o ainda em formação Aliança pelo Brasil, cujo principal ‘cabo eleitoral’ é o presidente da República e pai do senador, Jair Bolsonaro.

A informação foi publicada pela revista Veja, segundo a qual a proposta da nova administração da legenda é de dar “transparência” e desvincular a imagem dos antigos administradores. “Não queremos misturar uma gestão da outra”, disse à revista, sob a condição de anonimato, um membro da nova diretoria.

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Esta semana, Veja publicou reportagem que revelou indícios de uma série de irregularidades na prestação de contas apresentada pelo PSL do Rio nas eleições de 2018. O presidente da sigla, à época, era o então deputado estadual Flávio Bolsonaro –que no pleito se elegeria senador. A tesoureira-geral da legenda, Valdenice de Oliveira Meliga, a Val, foi a escolhida por Flávio para comandar a campanha eleitoral.

Segundo a revista, candidatos ouvidos pela reportagem admitiram ter sido obrigados por Val, para entregar dinheiro do fundo partidário para a empresa de sua sócia, Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira, à prestação de serviços de contabilidade.

Alê, como era conhecida, era primeira-tesoureira da legenda e não tinha empresa registrada para prestar serviços de contabilidade. Também foi levantada como outra das irregularidades o fato de que das 349 notas fiscais anexadas ao processo como comprovante de gastos são, na verdade, apenas 45, que se repetem em média oito vezes.