Miss Universo: mulheres bonitas, interesses e muito suspense

Carol Patrocínio, especial para o Yahoo! Brasil
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Concurso de beleza sempre tem aquela aura de filme: mulheres bonitas, muito dinheiro para mantê-las perfeitas, especialistas em treinar todos os trejeitos de uma miss e interesses, de todos os tipos, por trás da vencedora escolhida. A cada fórum de fãs do concurso Miss Universo que se entra na internet é possível encontrar diversas teorias da conspiração e escolher a que mais combina com você.

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Um dos casos mais famosos nas discussões nacionais ainda é o de Martha Rocha, Miss Brasil que perdeu o título para a americana Miriam Stevenson na competição do ano de 1954, nos EUA. Diz a lenda que a brasileira tinha duas polegadas a mais nos quadris do que ditavam as regras do concurso.
 
A história de bastidor que se conta é que o infortúnio de Martha se deveu a um “acerto de contas” por causa do resultado do ano anterior.
 
Em 1953, a miss americana Myrna Hansen perdeu o título de Miss Universo em seu país natal para a francesa Christiane Martel. Após o concurso, descobriu-se que Christine era menor de idade, e portanto nem poderia ter participado do concurso. “Dizem que no ano seguinte deram o prêmio para a americana  por causa disso”, diz o missólogo (profissional que prepara e treina as misses) Paulo Tadeu.

Brasil x Japão
Mais recente é o caso da brasileira Natália Guimarães. Em 2007, a Miss Brasil perdeu o título de Miss Universo no Japão para a japonesa Riyo Mori. Dizem as más línguas que o motivo da derrota da brasileira foi que dois jurados eram também japoneses e representavam patrocinadores, portanto não deram margem para que outra competidora pudesse vencer.











 
A Miss Brasil 2010, Débora Lyra, acredita que mesmo quem não é muito ligado em concursos de beleza pode notar que houve algo estranho nos dois casos. “Sem sombra de dúvidas foi por interesses externos! E isso foi algo explícito, qualquer pessoa que não entenda muito de concursos conseguiria perceber”.
 
Paulo Tadeu também compartilha a teoria que ouviu nos burburinhos de desfiles: “A partir de 2002 o Miss Universo teve um patrocinador [a joalheria japonesa Mikimoto] que cedeu as valiosas coroas das vencedoras. Como o Japão não ganhou até 2006, dizem que a vitória do ano seguinte foi o ‘pagamento’ por todo o tempo em que se teve o patrocínio da coroa”.



Débora também acredita que haja conflitos de interesses na competição. “Não digo que o resultado final é totalmente influenciado por questões políticas, mas com certeza isso pesa”. “Existe, sim, um jogo de interesses muito grande em cima disso”, concorda Tadeu.
 
Quando perguntados sobre as apostas desse ano, Paulo Tadeu e Débora divergem. O missólogo aposta em Aferdita Dresaj, 23 anos, a Miss Kosovo, como sua preferida por tudo o que já viu na competição. “Ela é realmente muito bonita”. Mas quando pesa o poder dos interesses, lembra que o lobby vem sendo feito ao redor de Luo Zi Lin, 24 anos, a Miss China. “O país está despontando no cenário internacional com relação a poderio econômico, lucros e muitas outras coisas. Ela tem muitos atributos para ganhar, mas beleza, como conjunto, é Kosovo ou Holanda”.
 
Já Débora aposta na brasileira Priscila Machado – alvo de acusações de favoritismo por representar o Rio Grande do Sul, um dos estados da hegemonia sulista dos concursos de beleza – para Miss Universo 2011. “Não acompanhei muito este ano apesar de ter ido a uma festa com todas as candidatas, mas a minha torcida vai para a brasileira. Tenho a impressão de que esse ano ficaremos pelo menos entre as cinco finalistas”, diz.












 
Nos fóruns, disseminadores das teorias da conspiração atuam em duas frentes: uma diz que a brasileira será vencedora, impulsionada pelas Olimpíadas e Copa do Mundo sediadas pelo Brasil. A outra corrente acredita que a China será a campeã da competição por seu crescimento econômico e interesse global em seus negócios. Resta esperar até a noite de segunda-feira para saber se alguém acertou sua aposta.