Nos cinemas, 'A Noite do Jogo' faz rir com brincadeira que foge do controle

(Imagem: divulgação Warner)

Todo mundo tem aquele amigo ultra competitivo que pode transformar qualquer partida de Imagem & Ação em uma final de Copa do Mundo. A descrição cai como uma luva em Max (Jason Bateman) e Annie (Rachel McAdams), os protagonistas de ‘A Noite do Jogo’, comédia em cartaz nos cinemas a partir desta quinta-feira.

O casal é especialista em armar reuniões com os amigos para mostrar seu talento em resolver adivinhações, partidas de tabuleiro, estratégias e etc. Mas Max tem como calcanhar de aquiles seu irmão mais velho, Brooks (Kyle Chandler), que se não é capaz de vencê-lo nos jogos, parece ter lhe vencido na vida real: é mais rico, malandro e carismático.

A rivalidade entre os dois é colocada à prova quando Kyle convida Max, Annie e seu grupo de amigos para um jogo de mistério. Nas regras, um participante será sequestrado por atores interpretando criminosos e os outros precisam encontrá-lo. Mas quando o jogo começa, fica cada vez mais difícil saber o que é real ou brincadeira, aumentando as situações perigosas e os momentos engraçados proporcionados pelo roteiro, escrito por Mark Perez.

Uma premissa parecida foi utilizada em ‘Vidas em Jogo’, suspense de 1997 estrelado por Michael Douglas e Sean Penn e dirigido por David Fincher. Porém, o tom sombrio dá lugar a uma sucessão de piadas, muitas delas com referências a filmes e personagens da cultura pop.

De sinistra mesmo há a presença do vizinho Gary (Jesse Plemons), um policial amargurado por não ser mais convidado aos encontros promovidos por Max e Annie. É das bizarrices do personagem, que causa constrangimento aos colegas de cena em cada aparição, que surgem alguns dos melhores momentos do longa.

Com ritmo acelerado e muitas reviravoltas na trama, para fazer com que o espectador também se sinta parte da ação, ‘A Noite do Jogo’ cumpre seu papel de divertir, ainda que não seja particularmente memorável.