'Ninguém está tão preocupado assim com a vida das pessoas como querem fazer parecer', diz Malu Mader ao discutir aborto

Malu Mader fez questão de esclarecer que não defende o aborto, mas não concorda com a criminalização das mulheres (Reprodução/ TV Globo)

Malu Mader falou sobre o tema “aborto”, durante o programa “Encontro com Fátima Bernardes” desta quarta-feira (06). Em conversa com Fátima Bernardes e os outros convidados, a atriz deu sua opinião sobre o resultado de um pequisa que mostrou que metade dos brasileiros acredita que uma mulher que faz aborto intencionalmente deve ser presa. Estou aflita com esse tema. Ninguém é a favor do aborto, não existe uma questão de ser a favor ou não ser. É uma questão de que ele existe. Muitas mulheres fazem aborto, muitas mulheres morrem e sobretudo as mulheres pobres, então mais uma vez é a sociedade criminalizando apenas a mulher pobre“, opinou a atriz.

“É uma questão de discutir isso, realmente, de fato, porque na verdade a mim me parece que não importa muito a vida dessa mulher, se ela vai morrer ou não. Compreendo que as pessoas se choquem, tirar uma vida… Mas ninguém se empenhou nunca numa campanha de conscientização da gravidez indesejada, de educar. Ninguém está tão preocupado assim com a vida das pessoas como querem fazer parecer“, continuou Malu Mader.

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Malu Mader fez também fez questão de esclarecer que não defende o aborto, mas apenas não concorda com a criminalização das mulheres. “Estava tão inflamada aqui, parecia que eu estava defendendo o aborto. De fato, eu acho uma coisa horrível também. Eu quando comecei minha vida sexual, antes mesmo, quando eu previa que aquilo ia começar – mas aí já é uma visão privilegiada – eu tinha um ginecologista me acompanhando, uma mãe conversando em casa podendo me dar atenção, pude falar com ele ‘o que é 99%, 100% de chances de não poder engravidar?’, porque eu também tinha pavor dessa ideia .Mas a mulher que está nesta situação, ela está em desespero. Acredito que toda a mulher que esteja com essa questão, esteja em desespero. Então ela devia ter sido atendida antes com quem está tão preocupado com a vida alheia. O governo ao invés de abandonar ali à sua sorte, devia prestar atenção, informar, dar camisinha. A gente não falou de homem, né? Como se o filho nascesse só da mulher. Aquela carga, decisão, fica sempre pra mulher ser penalizada com essa decisão“, concluiu a atriz.