Nicola Siri retoma à Globo como misterioso dono de oficina mecânica em 'Éramos Seis'

KARINA MATIAS
*ARQUIVO* Os atores Nicola Siri e Tônia Carrero conversam na casa de Ruth Escobar, em São Paulo. (Foto: Luciana Cavalcanti/Folhapress)

SÃO PAULo, SP (FOLHAPRESS) - O ator italiano Nicola Siri, 51, está de volta à Globo, desta vez como Osório, dono de uma oficina mecânica em "Éramos Seis" (Globo). Na trama da faixa das seis, é ele quem dá uma chance para Alfredo (Nicolas Prattes), o filho problema de Lola (Gloria Pires), começar a trabalhar depois da morte de Júlio (Antonio Calloni). 

Embora, como diz o ator, o personagem pareça um "cara simpático e gente boa", ele guarda muitos segredos. "Não posso adiantar muito, mas ele é meio malandro, tem negócios não muito certos, que vão ser apresentados aos poucos. O Osório é muito misterioso."

Apesar de o último trabalho de Siri na Globo ter sido há dois anos, na série "Os Dias Eram Assim" (Globo), o ator conta que as pessoas comentam empolgadas com ele sobre o seu retorno à emissora carioca. "E claro sempre falam do padre Pedro", relata em referência ao papel que ele interpretou na novela "Mulheres Apaixonadas" (Globo, 2003) e que o alçou ao reconhecimento do grande público. 

"Acho que é um personagem que nunca vai ser esquecido. Diariamente me chamam de padre Pedro", diz. Na história escrita por Manoel Carlos, o sacerdote causou furor ao se apaixonar por Estela, papel interpretado por Lavínia Vlasak. Siri lembra que foi chamado para fazer a novela apenas sete dias depois de chegar ao Brasil. 

Agora, em sua volta à Globo, ele diz estar muito feliz por fazer parte de uma trama que está na memória afetiva das pessoas e reencontrar colegas, como Gloria Pires e Camila Amado (a tia Candoca). Ele também conta que conhecia Nicolas Prattes, já que os dois costumam jogar bola juntos. Siri é apaixonado por futebol e atua como primeiro volante, já Prattes é atacante. "Nicolas é super gente boa, um ótimo profissional, muito esforçado, que vai ter uma carreira brilhante."

PADRE NOVAMENTE

Dezessete anos depois de viver o padre Pedro, Nicola Siri conta que vai interpretar novamente um sacerdote. Desta vez, na série "Colônia", do canal Brasil, que deve estrear no primeiro semestre deste ano. Na produção, o ator vai dar vida ao padre João. 

A história fala do drama real dos pacientes internados no Hospital Colônia de Barbacena (MG), o maior hospício do Brasil, onde 60 mil pessoas morreram vítimas de eletrochoques e todo tipo de maus tratos, como relatado no livro "Holocausto Brasileiro", da jornalista Daniela Arbex. 

Segundo Siri, o João é um sacerdote bem diferente de Pedro. "É o clássico padre que sabe que tem um hospital do lado da igreja, mas ele finge que não vê as atrocidades que são cometidas ali". Ele conta que a sua participação na primeira temporada é pequena, mas que será maior na segunda.

Além de "Colônia", ele também está na série "Chuteira Preta", disponível na Amazon Prime e que mostra os bastidores do futebol. O ator prepara ainda a tradução de um monólogo italiano. "Ainda não posso dar detalhes, mas é uma peça de um grande autor italiano, mas que, na versão em português, possui erros absurdos, então, estou fazendo uma nova tradução", conta.