Netos de Luiz Gonzaga criticam uso de música em transmissão de Bolsonaro

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***FOTO DE ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 24-09-2012 - Retrato do músico Daniel Gonzaga. Filho de Gonzaguinha e neto de Luiz Gonzaga. ele fará a direção musical da série  â??GONZAGÃO, 100 ANOSâ?, que ocorre no Centro Cultural do Banco do Brasil de São Paulo em outubro. (Foto: Lucas Lima/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 24-09-2012 - Retrato do músico Daniel Gonzaga. Filho de Gonzaguinha e neto de Luiz Gonzaga. ele fará a direção musical da série â??GONZAGÃO, 100 ANOSâ?, que ocorre no Centro Cultural do Banco do Brasil de São Paulo em outubro. (Foto: Lucas Lima/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Netos do cantor e compositor Luiz Gonzaga publicaram um texto em suas redes sociais criticando o uso de uma das músicas do artista durante uma transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro na quinta-feira (2).

"Não estamos de acordo com o uso da canção 'Riacho do Navio', nem sua alteração, nem sua execução (com duplo sentido) pelo senhor Gilson Machado Neto, presidente da Embratur, em transmissão ao vivo pelo senhor presidente", diz o texto reproduzido por Amora Pêra, Daniel Gonzaga e Nanan Gonzaga em suas redes sociais.

"Apresentamos uma nota de nojo diante deste governo mortal e suas lives. Governo que faz todos os gestos ao seu alcance para confundir e colocar em risco a população do Brasil, enquanto protege a si mesmo e aos seus", afirma a publicação.

Amora, Daniel e Nanan são filhos de Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, e também são cantores. No texto, os artistas declaram que não autorizam o governo federal a usar canções assinadas por pessoas da família.

Na quinta-feira (2), durante uma de suas habituais transmissões ao vivo em redes sociais, Bolsonaro recebeu o presidente da Embratur, que tocou, com o acordeão, "Riacho do Navio", canção de Gonzaga e Zé Dantas que faz referência ao rio São Francisco.

Durante a transmissão, um dos assuntos abordados pelo presidente e seus convidados foi a inauguração de mais um trecho das obras de transposição do rio São Francisco no Ceará. No fim de junho, Bolsonaro havia participado pessoalmente da inauguração, sem a presença de governadores, prefeitos e senadores nordestinos.