Neta de Al Capone espera que leilão revele lado humano do gângster

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Diane Capone, neta do mafioso Al Capone, fala sobre o avô antes de leilão de objetos que pertenceram a ele em Sacramento, no Estado norte-americano da Califórnia

Por Nathan Frandino

SACRAMENTO, Califórnia (Reuters) - Foi no dia de Natal de 1946 que Al Capone, o notório gângster de Chicago, levou a esposa e quatro netas para um passeio no cais de sua imensa mansão de Palm Island, no Estado norte-americano da Flórida.

Uma foto mostra "papa", como elas o chamavam, desfrutando da liberdade depois de ser solto de Alcatraz, onde ficou preso durante mais de sete anos por evasão fiscal.

A imagem é um dos 174 itens pertencentes à família Capone que serão leiloados em Sacramento, na Califórnia, na sexta-feira.

Eles vão de fotos pessoais a armas de fogo, relógios de bolso e joias, além de móveis e utensílios de cozinha.

O relógio de bolso Patek Philippe de platina e diamante de Al Capone está estimado entre 25 mil e 50 mil dólares, e sua pistola Colt .45 favorita pode conseguir entre 100 mil e 150 mil dólares. Acredita-se que uma reprodução prateada antiga colorida à mão que mostra Al e o filho, Sonny Capone, conseguirá de 10 mil a 15 mil dólares.

Hoje com 77 anos, Diane Capone, uma das quatro netas do mafioso, disse que a decisão de vender os itens se baseou no fato de ela e as irmãs estarem envelhecendo e na ameaça crescente dos incêndios florestais no norte californiano.

Brian Witherell, diretor de consignações da Casa de Leilões Witherell’s, disse que quase mil pessoas de todos os Estados norte-americanos e de 11 países se inscreveram para a venda.

Diane Capone ainda disse esperar que os itens revelem o lado humano do avô, ao invés da violência implacável que assolou Chicago nos anos 1920 e o tornou infame.

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