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"Não suportava o funk”, revela DJ Renan da Penha

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Um dos principais nomes do funk carioca nem sempre teve uma boa relação com o ritmo. “Eu não suportava o funk”, confessa Rennan da Penha, ao explicar que foi influenciado pelo pai a torcer o nariz para as músicas que “ não prestavam”. Meu pai fez minha cabeça durante um tempo. Ele gostava de escutar coisas como James Brown, Phil Collins e Cindy Lauper. Tinha esse preconceito com o funk", contou para o Yahoo Entrevista desta semana.

Depois de conhecer um baile, tudo mudou. Foi no Complexo da Penha, que o músico viu, pela primeira vez, um DJ tocando com uma CPU antiga. E se encantou. Assim, aos 16 anos, Rennan teve que escolher entre o estudo e o novo sonho adquirido, que já era um trabalho. Deu tchau à escola e começou a produzir seu próprio som. Não sem antes questionar a autoridade do pai.

“Eu tinha que esperar meu pai dormir, ou estar fora de casa, para poder usar o som e produzir. Às vezes, quando ele dormia, eu colocava um fone. Mas o som escapava e ele reclamava pra caramba, era muito ranzinza”, lembra. “Ele também implicava muito por eu ir ao baile, falava que aquilo não era lugar para mim. Mas continuei.”

Durante a ocupação das forças policiais no Complexo da Penha, os bailes foram cancelados. Mas Rennan encontrou uma forma de manter os encontros dentro de um espaço de festas. “Começamos a fazer um baile nesse espaço, e foi um negócio astronômico. Recebi gringo de Nova York que ficou impressionado com a nossa cultura”, conta.

Além de produzir e dirigir os próprios clipes, Rennan também tem seu próprio selo, o Hitzada. E o interesse musical também se expandiu. “Comecei a me aventurar pelo afro house, que é uma vertente do kuduro, de Angola”. A ideia é lançar um trabalho no estilo, que já aparece em hits como “Modo Turbo”, de Luísa Sonsa, Anitta e Pabllo Vittar.

Hoje, o músico não precisa mais trabalhar escondido do pai. E o sucesso também fez com que ele valorizasse as parcerias conseguidas no caminho “Eu não sou Rennan da Penha sozinho.”

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