"My Mind & Me": com lúpus e o coração partido, Selena Gomez só quer ser tratada como ser humano

Selena Gomez chorando após entrevistadora fazer que ela se sinta
Selena Gomez chorando após entrevistadora fazer que ela se sinta "um produto" (Foto: reprodução/AppleTV+)

Aos 30 anos, Selena Gomez já conquistou o que a maioria considera necessário para ser feliz: sucesso (e olha que ela é cantora, atriz e empresária!), fama, muito dinheiro e, perdão pelo trocadilho, uma beleza rara. Mas, como bem mostra o documentário "My Mind & Me", que estreou no Apple TV+ nesta sexta-feira (4), tudo pode significar nada quando a saúde mental não vai bem.

A produção, dirigida por Alek Keshishian, é resultado de seis anos de filmagem, período em que Selena e Justin Bieber terminaram definitivamente o midiático — e tóxico — relacionamento que iniciaram ainda na adolescência, além do diagnóstico de lúpus, que resultou em um transplante de rim, e das duras críticas que ela sofreu pela performance vocal, especialmente no AMA de 2019.

Sem medo de se expor, a artista permitiu que o público visse, por exemplo, uma crise motivada justamente pela sensação de que seu nome precisa sempre estar associado ao de um homem para ser relevante, interessante — aliás, mesmo com os milhões de fãs que a idolatram em todo o mundo, fica claro como Selena não se sente suficientemente boa ou até merecedora do que tem.

Outro ponto que merece destaque e provoca uma importante reflexão é a desumanização da atriz, cantora e empresária e de outras celebridades. São muitas as cenas em que ela aparece incomodada, ironizando e chorando por situações que a fazem se sentir como um produto. Dos paparazzi se digladiando pelo melhor clique ou uma declaração polêmica aos jornalistas interessados apenas na matéria do dia, é extremamente triste perceber que, apesar de estar sob os holofotes desde a infância, Selena não havia sido realmente vista ou ouvida. Pelo menos não até agora.